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  • Contato Brasil, 23 de janeiro de 2021 05:35:05
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  • 14/01/2021 07h57

    Bolsonaro, em mais uma conversa com apoiadores, desdenha da coronaVac, fala que não tomará vacina, defende armamentos e ataca prefeito de BH, Kalil

    Sem fazer uso de máscaras para evitar a propagação do covid-19, presidente brasileiro abraça e tira fotos com militantes bolsonaristas, promete inauguração de ponte na Amazonia e volta a afirmar que saída da Ford do Brasil é o fim do modelo de subsídios
    Foto: imagem de Streaming

    Bolsonaro fala a apoiadores

    ( Publicada originalmente às 12h50 do dia 13/01/2021) 

    (Brasília-DF, 14/01/2021) Em mais uma conversa com seus apoiadores durante saída do Palácio do Alvorada, no final da manhã desta quarta-feira, 13, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desdenhou da eficácia da coronaVac, falou que não tomará a vacina por já ter sido infectado pela doença, que já matou mais de 204 mil brasileiros, defendeu o aumento de armamentos no país para proteção pessoal e voltou a atacar o prefeito de Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil (PSD), por este ter decretado desde segunda-feira, 11, o fechamento do comércio na capital mineira.

    Sem fazer uso de máscaras de proteção facial para evitar a propagação do novo coronavírus (covid-19), o presidente brasileiro abraçou e tirou fotos com diversos dos seus militantes que se encontravam na porta do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Na ocasião, prometeu a inauguração para em breve de uma ponte na região amazônica, entre os estados do Acre e Rondônia, além de ter voltado a afirmar que a saída da empresa automobilística Ford do Brasil é o fim do modelo de subsídios estatais pagos para empresas como forma de incentivo ao desenvolvimento da economia brasileira.

    “Essas de 50% é uma boa, ou não? [Não, dizem os apoiadores] O que eu apanhei por causa disso, agora está vindo a verdade. Fiquei quatro meses apanhando por conta da vacina. Entre eu e a vacina, tem a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Eu não sou irresponsável, não estou afim de agradar quem quer que seja. Não, quem vai [autorizar], a vacina que passar pela Anvisa. Pode ser [qualquer uma], seja qual for. Passou por lá, já temos, já assinei um crédito de R$ 20 bilhões para comprar isso daí. [Presidente, só vou tomar quando você tomar, fala uma apoiadora] Já fui infectado. [Eu também!]”, diz Bolsonaro em conversa com seus militantes repercutindo a informação de que a vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan ligado ao governo de São Paulo alcançou a eficácia mínima para evitar a propagação do covid em casos de pessoas que não desenvolvem os sintomas das doenças.

    “É difícil. Quem bota os parlamentares é o povo. Por exemplo, eu pedi voto para o candidato a prefeito de BH, perdi. É natural. O Cara lá tá fazendo barbaridades, está fechando tudo e já tinha fechado tudo anteriormente. Então, … Quer ver, reclamaram da fábrica da Ford. Olha, foram dezenas de bilhões de reais para esse pessoal e que não, de renúncia fiscal e um parlamentar está batendo muito em mim aí, dizendo que tinha que ter previsto, que fechou uma empresa com 5 mil funcionários. Lamento, mas eu não ia continuar bancando com dinheiro de vocês a fábrica. Agora no estado dele foram milhões de empresas que fecharam e ele não falou nada. Para não desagradar o governador dele, não é isso? Deve ter um acordo com o governador dele. Alguém viu alguém reclamando do fechamento de empresas no Brasil? Ninguém falou nada”, complementou.

    “Eu segurei milhões de empregos com àquelas medidas de ajuda aí via Pronampe, via até o auxílio emergencial para o pessoal não entrar em desespero por que os informais perderam tudo e eu fui o que mais, mais não, fui o único que fez aqui para manter empregos aqui no Brasil. O resto fechou. Fecha e fica em casa e a economia a gente vê depois. Agora estão vendo, está chegando a fatura aí e vão reclamar de mim por que fechou uma fábrica? Agora essa fábrica fechou aí por conta de concorrência, não tem mais subsídio nosso e o que ela fabricava aqui não era mais rentável para ela. Então tem que ir embora!”, completou.

    Viagem ao Norte

    Na sequência o presidente brasileiro contou que estará em breve no norte do país para inaugurar a ponte abunã sobre o rio Madeira que fará a interligação por via terrestre entre Porto Velho, capital rondoniense, com o estado do Acre. A inauguração da ponte está prevista para acontecer no próximo mês de fevereiro, ainda sem data definida.

    “Foi um caminhoneiro, acho que fez esta reivindicação, falei com o Tarcísio e ele falou que ia levar 12 meses para fazer os estudos, levou seis, que no Brasil não é fácil, vai sair, acho que vai sair o contrato já. Eu vou lá, vou dar uma chegada lá. Eu atrasei a ponte do abonam entre o Acre e Rondônia”, contou aos seus militantes que são da região de Araguaína (TO).

    Em defesa das armas

    Dialogando com um garotinho, que conseguiu fazer uma chamada de vídeo para falar com o pai que mora no interior da Bahia, Bolsonaro voltou a destacar sua defesa em prol da liberação das armas para que os brasileiros possam fazer eles a sua própria defesa pessoal, se a necessidade de aguardar a presença de policiais para resolver conflitos e abordagens de criminosos.

    “Olá, seu Elder, de Santa Maria (BA), um abraço, você é craque, o garoto acabou de falar aqui que é colecionador, atirador e dizer que vocês sempre terão comigo um aliado para a compra legal de armamento. Inclusive, não existe ‘lobby’ de armamento para cima de mim. Por que eu sou adepto de toda forma de legítima defesa para o cidadão de bem, no Brasil”, pontuou.

    Exemplo

    Ao desferir uma crítica sem citar nominalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual presidente brasileiro afirmou que se ele não é um “exemplo” para o país, como apontam os críticos e oposicionistas, então questionou o que seria o ex-presidente. Segundo ele, quem é “exemplo” são pais e mãe e ponto final.

    “Quem nunca sentou num volante de carro com menos de 18 anos, aí? O pessoal fala que eu dou exemplo, já pensou um presidente anterior, se fosse exemplo, o que seria do Brasil? Exemplo é o teu pai, a tua mãe, pô!”, emendou.

    Por fim, Bolsonaro avisou aos seus militantes e apoiadores que “o Goiás não vai cair” para a disputa da “série B” do campeonato brasileiro de futebol.

    (por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)