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  • Contato Brasil, 30 de novembro de 2020 11:55:14
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  • 27/10/2020 08h17

    PLEBISCITO: Ricardo Barros defendeu plesbiscito para nova constituição e foi rebatido; ele citou a decisão dos chilenos que aprovaram nova Constituinte

    Rodrigo Maia, parlamentares, ministro do TCU, ex-ministro do STF e outros se manifestaram
    Foto: Arquivo da Política Real

    Ricardo Barros falou em live da ABDConstitucional

    ( Publicada originalmente às 18h 00 do dia 26/10/2020) 

    (Brasília-DF, 27/10/2020) A segunda-feira, 26, não prometia tanto, mas um conjunto de declarações do deputado Ricardo Barros(PP-PR), líder do governo na Câmara, experiente congressista, deu muito o que falar.  Ele falou num evento virtual da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst) e disse que a Constituição atual torna o país ingovernável. Ele foi rebatido por impotantes personalidade, pois ele comparou a situação do Brasil com a decisão dos chilenos que aprovaram uma nova Constituinte.

    "A nossa Constituição, ela, a Constituição Cidadã, o presidente (José) Sarney já dizia, quando a sancionou, que tornaria o país ingovernável e o dia chegou. Temos um sistema ingovernável", disse o líder, na live Igualdade ao Nascer e Liberdade no Viver, Um Dia Pela Democracia, promovido pela (ABDConst).

    Ele falou mais: “Os juízes, promotores, fiscais da Receita, agentes do TCU, da CGU, provocam enormes danos com acusações infundadas e nada respondem por isso, nunca respondem por nada, e o ativismo político do Judiciário está muito intenso, muito mais do que jamais poderíamos imaginar, então é preciso sim que nós possamos rever o nosso sistema.”, afirmou

    Barros citou o déficit primário e a impossibilidade de aumento da carga tributária que recai sobre o contribuinte para argumentar que "não demos conta de entregar todos os direitos que a Constituição decidiu em favor dos cidadãos".

    "Eu, pessoalmente, defendo nova Assembleia Nacional Constituinte. Acho que devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possa refazer a Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra 'deveres', porque a nossa carta só tem direitos", argumentou.

    À tarde o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia(DEM-RJ), rebateu a declaração de Barros.

    "A situação do Chile é completamente diferente da do Brasil. Aqui, o marco final do nosso processo de redemocratização foi a aprovação da nossa Constituição em 1988. No Chile, deixaram está ferida aberta até hoje", disse ele ao Broadcast Político/Estadão.

    O deputado Marcelo Ramos(PL-AM) também se manifestou em sua conta no Twitter.

    “A declaração do líder do governo Ricardo Barros de que o Brasil precisa de outra Constituição como o Chile porque a atual tornou o Brasil ingovernável  demonstra uma ignorância política e histórica.

    A CF de 1988 gerou a estabilidade político-institucional que nos permitiu passar por 2 impeachments, crise econômicas e políticas, sem ruptura institucional. O Chile fez ontem o que fizemos em 1988. A Constituição do Chile é da Ditadura de Pinochet, a nossa é da Democracia.”, disse.

    José Guimarães(PT-CE), líder da Minoria na Câmara dos Deputados, também não deixo por menos e se manifestou pelo Twitter.

    “Olhem que irônico, enquanto o povo do Chile foi às ruas e quase 80% aprovou uma nova constituição, pois a atual negava direitos ao povo... Aqui no Brasil o líder do Gov.Bolsonaro quer um plebiscito para fazer uma constituição igual a atual do Chile, sem nenhum direito ao povo.”, disse.

    O ministro do Tribunal de Contas da União(TU) Bruno Dantas, afirmou defendeu estudar um pouco mais de história ao tratar do caso.

    “Tenho visto gente no Brasil tentando pegar carona no plebiscito chileno para reabrir o debate sobre uma nova Constituição por aqui. Estudar um pouco de história e entender a transição democrática deles e a nossa seria útil. Só para começar”, disse em sua conta no Twitter.

    O ex-ministo Carlos Velloso, ex-presidente do STF, reagiu à declaração do líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP).“Plebiscito, agora, no Brasil seria simplesmente golpe de Estado”, disse ele a “O Antagonista”.

    ( da redação com informações de redes sociais. Edição: Genésio Araújo Jr)