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  • Contato Brasil, 20 de setembro de 2020 04:38:30
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  • 16/09/2020 08h24

    RENDA BRASIL X BOLSA FAMÍLIA: Perpétua Almeida, do PC do B, garante que oposição lutará para criar um programa de renda mínima no orçamento de 2.021

    Para deputada do Acre, adoção de um programa universal que estabeleça uma renda mínima a milhões brasileiros não atendidos pelo Bolsa Família não pode ser tratado como uma questão eleitoral como trata, segundo ela, o presidente brasileiro
    Foto: Arquivo da Política Real

    Perpétua Almeida é líder do PC do B

    ( Publicada orginalmente às 19h 52 do dia 15/09/2020) 

    (Brasília-DF, 16/09/2.020) Após a desistência do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) de lançar o programa Renda Brasil em substituição ao Bolsa Família, com valores maiores e um maior número de beneficiários, a líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), garantiu nesta terça-feira, 15, que os partidos de oposição ao governo federal lutará para criar já no orçamento de 2.021 um programa de renda mínima que atenda milhões de brasileiros, atualmente não atendidos pelos programas federais de assistência social.

    Na oportunidade, a parlamentar acreana afirmou que a ampliação do Bolsa Família, tanto em número de atendidos, quanto no valor oferecido, não pode ser tratado como uma questão meramente eleitoral como trata, segundo ela, o presidente brasileiro que adiou o lançamento do Renda Brasil para 2.022. Atualmente, o Bolsa Família é pago apenas para as famílias identificadas como de extrema vulnerabilidade social e abaixo da linha de miséria. Mas que em virtude da pandemia do novo coronavírus (covid-19) passaram a receber um valor maior, de R$ 600,00 mensais, a título de auxílio emergencial.

    “Este governo não se entende. Bolsonaro fala uma coisa e o Guedes e sua equipe econômica fala outra. Você tem a sensação que um está passando a perna no outro. Eles não conseguem trabalhar conectados para encontrar uma saída para esta grave crise econômica que já botou na rua milhões de brasileiros. E nem a para a crise sanitária que já tirou a vida de mais de 130 mil brasileiros. Fica claro também que o presidente Bolsonaro age por interesses eleitoreiros. Mudou o tal do Renda Brasil com medo de ter prejuízo nas eleições municipais”, comentou a deputada.

    “Mas o objetivo deles [do governo Bolsonaro], é muito claro. É destruir as políticas sociais e os direitos daqueles que menos tem. É absurdo que no meio de tamanha crise econômica o governo queira congelar [salários], ou tirar aposentadorias das pessoas e [também] o seguro-desemprego. Nós vamos atuar no Congresso junto ao orçamento de 2.021 para garantir uma renda mínima para que as pessoas mais necessitadas deste país possam sobreviver. O que não dá é para o governo fazer essa média apenas preocupado com o voto, ou com as eleições municipais”, complementou a líder do PCdoB.

    (por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)