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  • Contato Brasil, 20 de setembro de 2020 05:38:05
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  • 16/09/2020 08h00

    NORDESTE EDUCAÇÃO: Pernambuco é o único estado que alcança metas do Ideb, estabelecidas desde 2.007; Ceará foi um dos destaque do Nordeste no ensino fundamental

    Governo do Piauí comemora crescimento constante nos índices desde o ano de 2.005, mas fica abaixo da meta estabelecida pelo governo brasileiro na educação de nível médio
    Foto: Naiara Demarco/MEC

    Ministro Milton Ribeiro, secretários e assessores falam dos números do Ideb

    ( Publicada orginalmente às 15 h 30 do dia 15/09/2020) 

    (Brasília-DF, 16/09/2.020) O governo de Pernambuco foi o único estado do país que alcançou todas as metas estabelecidas pelo Ministério da Educação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), desde o ano de 2.007, nas duas medições que avaliam o ensino fundamental, assim como também a que investiga a qualidade do ensino médio.

    O resultado do Ideb do ano passado, 2.019, foi revelado nesta terça-feira, 15, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O índice apresenta os resultados da análise que o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) promove para avaliar a progressão do ensino público brasileiro. A meta estabelecida pelo governo brasileiro era de que os sistemas educacionais alcançassem, em 2.019, 4,3%. Pernambuco registrou 4,5%.

    O governador Paulo Câmara (PSB) afirmou que o resultado apurado demonstra que educação é a “prioridade máxima” da gestão local, desde que o ex-governador Eduardo Campos, já falecido num trágico acidente aéreo, assumiu o governo, em 2.006. Assim como, segundo ele, também é resultado da ativa “colaboração de professores, diretores, funcionários e, principalmente, dos estudantes da rede pública, que têm feito história”.

    “A evolução constante de Pernambuco no Ideb tem colocado o nosso estado em posição de destaque nacional. Hoje estamos entre as três [unidades da federação] melhores do Brasil, com a maior rede estadual de ensino em tempo integral do Brasil, modelo no qual fomos pioneiros, e os maiores índices de aprovação. Vamos continuar mantendo esse ritmo, porque sabemos que só com educação vamos garantir o futuro dos nossos jovens”, comemorou Câmara.

    Paulo Câmara tem motivos para satisfação 

    Melhor do Nordeste

    Pernambuco ainda obteve o melhor resultado do Nordeste, junto com o Ceará, no nível fundamental. No resultado do ensino médio, a educação cearense ficou abaixo das metas projetadas, o que acontece desde 2.013. Fato que não se repete com a educação pública pernambucana que mantém o mesmo ritmo em todos os níveis.

    Com relação a taxa de abandono escolar do País, o estado pernambucano foi o que apresentou também o melhor desempenho do Brasil, com 1,5% no ensino médio. Essa é a sétima vez que Pernambuco ocupa a liderança do Ideb. Desde 2013, o estado se mantém na primeira colocação, tornando a escola da rede estadual a mais atrativa do país.

    “Ficamos muito contentes em ver esses avanços, tanto no Ensino Médio quanto nos anos finais do Ensino Fundamental. É um crescimento contínuo, resultado de acertos na estratégia, dedicação e esforços para superar grandes desafios de um Estado que possui contexto social e econômico adversos. Tudo isso resulta em um Pernambuco que prima por oferecer educação pública de qualidade e com equidade aos seus estudantes. Isso nos mostra como estamos no caminho certo”, afirmou o secretário estadual pernambucano de Educação e Esportes, Fred Amâncio.

    Piauí

    O governo do Piauí também comemorou os resultados do Ideb que apresentou que os alunos da rede pública do estado continuam a ter um crescimento constante nos índices desde o ano de 2.005. Entretanto, a meta estabelecida pelo governo brasileiro na educação de nível médio ficou abaixo do esperado.

    No nível fundamental I, registrada entre os alunos da primeira até a quinta série, o estado do Piauí alcançou a nota 6,0, bem acima da meta estabelecida pelo governo federal. Entre os alunos da sexta a nona série, a educação piauiense bateu a meta de 4,3. Entre os estudantes de nível médio, mesmo mantendo a curva de crescimento, o resultado ficou abaixo. Neste segmento, a educação piauiense apresentou nota de 3,7.

    “A principal característica da trajetória do Piauí no Ideb é o crescimento constante desde que a avaliação foi criada até agora. Batemos a meta nos anos iniciais do Ensino Fundamental e crescemos significativamente nos anos finais tanto do Ensino Fundamental como do Ensino Médio. No Ensino Médio, a nota 3.7 nos coloca como o terceiro melhor Ideb entre os estados do Nordeste. Quem faz educação sabe que não é fácil ter um crescimento de 0.4 entre um ciclo de dois anos de medição”, avaliou o secretário estadual de Educação do Piauí, Ellen Gera.

    “Trabalhamos com ações específicas como Pacto pela Aprendizagem, Circuito de Gestão Jovem de Futuro e o Mais Aprendizagem, que tem dentro do seu pacote de trabalho a aceleração de aprendizagem em Português e Matemática, além de formações para os professores da rede se manterem sempre atualizados. Além disso, precisamos destacar o valoroso trabalho das escolas na busca de uma educação de cada vez mais qualidade e com foco contínuo na aprendizagem do estudante. O resultado que comemoramos hoje é fruto de um trabalho coletivo”, complementou Gera.

    “Se analisarmos separadamente os componentes utilizados para chegar à média do Ideb, como aprendizagem dos estudantes em português e matemática, medido pela prova do Saeb, e o indicador relativo da taxa de aprovação, podemos observar como o Piauí avançou. Com relação ao desempenho dos alunos no Ensino Médio, saímos de 247 [em 2.017] para 262 [em 2.019], em português, e de 251 [em 2.017] para 260 [em 2.019], em matemática. Outro fator que impulsionou o crescimento do estado nesta etapa foi o crescimento do índice de aprovação que passou de 86%, em 2017, para 87%, em 2019. Isso mostra que estamos no caminho certo e vamos continuar trabalhando para avançar cada vez mais”, destacous o secretário piauiense.

    (por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)