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  • Contato Brasil, 19 de setembro de 2021 20:36:50
Nordestinas
  • 23/07/2021 17h00

    ENERGIA: Em dia de recorde de energia eólica no Nordeste, Operador Nacional do Sistema aponta para possível esgotamento energético em novembro

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    Foto: Fundação Joaquim Nabuco

    Eólicas do NE chamam atenção em dia de outra notícia nada boa

    (Brasília-DF, 23/07/2021) Nesta sexta-feira, 23, em que o Operador Nacional do Sistema(ONS) informou que nessa quinta-feira, 22, houve um novo recorde de geração de energia eólica no Nordeste a ponto de que o foi suficiente para atender toda a região, foi divulgada Nota Técnica relativa à Avaliação das Condições de Atendimento Eletroenergético do Sistema Interligado Nacional (SIN), com projeções até novembro de 2021, ou seja, fim do período seco e início do período úmido, considerando um aumento na carga de energia e da menor disponibilidade de usinas térmicas no período. O documento vê a possbilidade de esgotamento do sistema mas sem risco de apagão.

    Sobre energia eólica, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) identificou a marca inédita de 11.399MW médios, montante suficiente para atender a 102% da carga do Nordeste.

    O recorde anterior  do tipo foi identificado em 21 de julho, quando foram gerados 11.094MW médios.  De acordo com dados do ONS, a energia eólica hoje representa 10,7% da matriz elétrica brasileira e a expectativa é que chegue ao fim do ano atingindo 11,2%.

    Veja as conclus!oes e recomendações da Nota Técnica que vê a possbilidade de esgotamento:

    Conclusões e Recomendações

    As conclusões deste estudo prospectivo são apresentadas a seguir:

     • O crescimento observado das atividades do comércio e serviços, além da manutenção do ritmo elevado da produção industrial, principalmente daquelas voltadas para exportação, resultam em uma expectativa de crescimento da carga superior ao que vinha sendo considerado nos estudos prospectivos anteriores;

    • Neste estudo prospectivo foi considerada uma disponibilidade termelétrica reduzida em comparação àquela considerada nos estudos anteriores, porém mais realista caso as ações no sentido de aumento da disponibilidade energética não alcancem o resultado esperado;

    • O aumento da carga em conjunto com a redução da disponibilidade termelétrica resulta em uma degradação dos níveis de armazenamento ao final do período seco quando comparado com os resultados do estudo prospectivo anterior, em especial dos subsistemas Sul e Nordeste;

     • Para garantia do atendimento eletroenergético foi necessário a flexibilização das condições de operação das usinas de Furnas e Mascarenhas de Moraes, assim como das usinas da bacia do São Francisco, definidas recentemente pela ANA;

    • Adicionalmente, neste cenário é necessário a adoção de limites de transmissão definidos segundo o critério N-1 para atendimento energético;

    • Alternativamente, um cenário com incorporação de recursos adicionais foi avaliado, recursos estes obtidos por meio da antecipação da entrada em operação da UTE GNA I, do gerenciamento de manutenções programadas, além da consideração de oferta adicional associada às Portarias MME 13 e 523/2021 (térmicas Merchant e importação de energia), e equacionamento do suprimento de combustível das usinas térmicas a gás natural, conforme vem sendo buscado através de ações em curso;

    • Tanto no cenário com flexibilização de restrições operativas e de limites de transmissão quanto naquele associado a oferta adicional, os principais reservatórios da bacia do Rio Paraná chegam ao final do período seco com níveis baixos de armazenamento, sendo que com a oferta adicional é possível atender ao disposto nas Resoluções ANA 080 e 081/2021;

    • As trajetórias de níveis de armazenamento para os Casos A e B consideram diferentes valores de oferta (Cenário Conservador e Cenário Superior). Em função das incertezas relacionadas à oferta adicional, e também à realização do cenário de vazões e de crescimento da carga, a trajetória real dos níveis de armazenamento poderá excursionar entre aquelas prospectadas para os dois casos neste estudo.

    • Com relação ao atendimento aos requisitos de potência, observam-se sobras bastante reduzidas no mês de outubro, com o esgotamento de praticamente todos os recursos no mês de novembro;

    • O estudo de balanço de potência deve ser aprimorado na próxima revisão do estudo prospectivo, no sentido de melhor representar a capacidade de modulação das usinas hidrelétricas e de assegurar a sintonia deste estudo com o de atendimento energético.

    Em função dos resultados obtidos e conclusões acima, o Operador Nacional do Sistema Elétrico faz as seguintes recomendações:

    • Flexibilização do nível mínimo da UHE Ilha Solteira abaixo da cota 325 metros, com consequente impacto na operação da UHE Três Irmãos;

    • Avaliação, em conjunto com a ANA, de estratégias de utilização dos reservatórios das usinas hidrelétricas das bacias do Rio Grande e do São Francisco, para garantir a segurança do atendimento eletroenergético do País;

     • Postergação das manutenções programadas para 2021, conforme solicitado pelo ONS através da Carta CTA-ONS DOP 1448/2021; • Operacionalização das medidas para aumento da disponibilidade energética, em particular aquelas relacionadas à Portaria MME 13/2021, bem como ao dispositivo objeto da Consulta Pública MME 110/2021.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)