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  • Contato Brasil, 19 de setembro de 2021 21:17:12
Nordestinas
  • 04/06/2021 19h59

    VACINAS: Anvisa aprova, com restrições, importação das vacinas Sputnik V e Covaxin

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    Foto: Imagem Anvisa/ Band News

    Diretores da Anvisa decidiram sobre importação da Sputnik V e Covaxin

    (Brasília-DF, 04/06/2021) A Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na noite desta sexta-feira a importação das vacinas Sputnik V e Covaxin. Os diretores da Anvisa impuseram muitas restrições porém acataram o relator do processo da autorização excepcional e temporária para importação e distribuição dos imunizantes contra a covid-19. O diretor Alex Machado Campos entendeu que estados e o governo federal podem utilizar os imunizantes, mas de forma controlada e cumprindo várias condicionantes para aplicação na população.  Foram quatro votos a um tanto no caso da vacina Sputnik V como no caso da Covaxin.

    Pelo voto do relator, a importação deveria ser restrita ao total de doses referente a 1% da população, e a aplicação deverá ser destinada a maiores de 18 anos e menores de 60 anos. O uso por gestantes e pessoas com comorbidades não foi recomendado.

    Além disso, a Anvisa deverá ser comunicada sobre eventuais eventos adversos nas pessoas que forem imunizadas. Somente poderão ser utilizadas vacinas oriundas de fábricas inspecionadas pela agência.

    O caso foi analisado em reunião da diretoria colegiada da agência para analisar pedidos dos estados da Bahia, de Sergipe, do Maranhão, de Pernambuco, do Ceará e do Piaui para importação 37 milhões de doses da Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. A compra de 20 milhões de doses da Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, foi feita pelo governo federal.

    Campos disse que após a negativa da Anvisa para uso da Covaxin, as pendências sobre as etapas de boas práticas na produção foram resolvidas. No caso da Sputnik V, após a decisão que rejeitou a importação , passou-se a admitir o uso do imunizante, mas com várias condicionantes, a partir da nova documentação apresentada por diversos governadores.

    O governador W. Dias(PT), coordenador de vacinas do Forum dos Governadores e presidente do Consósio Nordeste comentou a decisão.

    “A Anvisa aprovou o uso e importação da vacina Sputnik V, comprada pelos estados do Nordeste e Norte. Ainda que com uma pequena quantidade de doses liberadas, a aprovação da nossa agência reguladora destaca que a vacina é segura e eficaz. Só os estados do Nordeste têm acordo de compra para 37 milhões de doses. O Brasil precisa urgente de mais vacinas e não podemos perder tempo, buscando soluções para que as doses cheguem o mais rápido possível.”, disse.

     

    Para o relator, diante do surgimento de novas cepas e o agravamento da pandemia, a Anvisa deve promover a proteção da saúde da população, mitigando os riscos de segurança, eficácia e qualidade dos imunizantes.

    “O contexto sanitário que nosso país atravessa nos põe diante da necessidade de viabilizar o maior número de vacinas e medicamentos. Todo esforço se volta ao propósito de amenizar o sofrimento da população, abrandar angústias dos gestores públicos e combater o esgotamento de nossos profissionais de saúde”, afirmou.

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    Assim, o Brasil torna-se o 67º país onde o uso da “Sputnik V” foi aprovado. A população total desses países ultrapassa 3,4 bilhões de pessoas. Em termos de número de aprovações recebidas por reguladores governamentais, a “Sputnik V” ocupa o segundo lugar no mundo.

    Kirill Dmitriev, CEO do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), se manifestou no site da Sputnik V.

    “A decisão da Anvisa de aprovar o uso da vacina ‘Sputnik V’ em diversos estados brasileiros abrirá o acesso a um dos melhores medicamentos contra o coronavírus do mundo. Todos os documentos necessários foram inicialmente fornecidos à ANVISA, e posteriormente nenhuma das questões levantadas pelo regulador ficou sem resposta após a decisão de adiar a aprovação da ‘Sputnik V’. O Brasil se tornará o país mais populoso da América do Sul, no qual o uso da vacina russa é aprovado. Estamos prontos para mais cooperação com parceiros no país para salvar vidas e superar a pandemia.”

    Fundo Russo

    O Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) foi fundado em 2011 para investir no capital de empresas principalmente na Rússia, juntamente com os principais investidores financeiros e estratégicos estrangeiros. O fundo atua como um catalisador para o investimento direto na economia russa. No momento, o RDIF tem um histórico de sucesso na implementação conjunta de mais de 80 projetos com parceiros estrangeiros com um volume total de mais de 1,9 trilhão de rublos, cobrindo 95% das regiões russas. As empresas do portfólio do RDIF empregam mais de 800.000 funcionários e sua receita anual é de 6% do PIB da Rússia. O RDIF estabeleceu parcerias estratégicas conjuntas com os principais co-investidores internacionais de 18 países, totalizando mais de US$ 40 bilhões.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)