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Nordestinas
  • 23/12/2020 08h10

    Rodrigo Maia diz que prisão de Marcelo Crivella foi abusiva e diz que querem criminalizar a política; ex-prefeito é acusado de desviar R$ 53 milhões

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    Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputado

    Rodrigo Maia disse que houve abuso com Marcelo Crivella

    ( Publidada originalmente às 18h 35 do dia 22/12/2020) 

    (Brasília-DF, 23/12/2020) O deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, concedeu entrevista aos jornalistas que cobre a Câmara dos Deputados e ao tratar da prisão do prefeito do Rio de Janeiro(RJ), Marcelo Crivella(Republicanos) disse que considerava a medida abusiva e que estão querendo criminalizar a política. Segundo o presidente da Câmara, o prefeito tem residência fixa e poderia ser investigado sem ser exposto. Para Rodrigo Maia, o objetivo da ação é "criminalizar a política".

    “O prefeito tem endereço fixo, poderia estar sendo investigado mesmo sem a prisão. Poderia avançar a investigação e, se condenado, aí sim cumprir a pena, provado e condenado nas instâncias necessárias”, disse.

    Como foi

    Cedo da manhã desta terça-feira, 22, face mandados expedidos pelo 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (GAOCRIM/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e com a Polícia Civil, levou adiante a terceira fase da Operação Hades, para cumprir mandados de prisão preventiva contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e outras seis pessoas acusadas de integrarem organização criminosa voltada para as práticas dos crimes de corrupção, peculato, fraudes a licitações e lavagem de dinheiro.

    Também houve o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, em razão de determinação judicial de sequestro de bens e valores na ordem de R$ 53.000.000,00. Acolhendo requerimento da Polícia Civil  o Judiciário determinou o afastamento do Prefeito de seu cargo público. A ação também contou com a participação de membros do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e Grupo de Atuação Especializada em Combate à Sonegação Fiscal e aos Ilícitos contra a Ordem Tributária (GAESF/MPRJ).

    Foram denunciadas 26 pessoas, sendo que de acordo com a denúncia, ajuizada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos (SUBCDH/MPRJ), que são acusados de diversas práticas criminosas identificadas a partir da análise do material probatório apreendido, quebra de dados telemáticos, relatórios de inteligência financeira, depoimento de colaboradores e de testemunhas, que revelaram a existência de uma bem estruturada e complexa organização criminosa liderada por Crivella e que atuava na Prefeitura desde 2017.

    Crivella era assessorado, na qualidade de operadores financeiros e ocupantes do primeiro escalão da organização, pelos denunciados Rafael Ferreira Alves (financiador da sua campanha eleitoral e irmão de Marcelo Ferreira Alves, ex-presidente da Riotur), Mauro Macedo (ex-tesoureiro de campanhas de Crivella) e Eduardo Benedito Lopes (suplente do prefeito no Senado e ex-presidente regional do PRB no Rio). Os três, dentro da ideia de divisão de trabalho orquestrada por Crivella e sob a sua liderança, exerciam a função de aliciadores de empresários para participação em esquemas de corrupção, voltados para a arrecadação de vantagens indevidas mediante promessas de contrapartidas que seriam viabilizadas pelo prefeito, que concentrava em suas mãos as atribuições legais indispensáveis para a consecução do plano criminoso.

    Telefones celulares

    A partir da análise das mensagens armazenadas nos telefones celulares apreendidos em poder de Rafael e de outros investigados quando da deflagração da primeira e da segunda fase da Operação Hades, foram identificados indícios de fraudes e pagamentos milionários de propina por ocasião da contratação do grupo Assim Saúde pelo Instituto de Previdência e Assistência (Previ-Rio). Por meio do também denunciado Christiano Stockler Campos, a organização realizou contato com os executivos do grupo e deixou claro que, sem que se chegasse a um acordo de propina, a Assim teria grandes dificuldades em novas contratações com a Prefeitura do Rio de Janeiro, dado o grande prestígio e força política que tinham junto a atual administração.

    O colaborador da Justiça, em seu relator, João Carlos Gonçalves Regado, CEO do grupo Assim, destacou que o então presidente do conselho de administração do grupo, Aziz Chidid Neto, foi convidado pelo delegado aposentado José Fernando Moraes Alves, outro denunciado, para um almoço com integrantes da organização que poderiam lhe ajudar com as renovações dos seus contratos, entre eles o empresário Adenor Gonçalves, também denunciado por participação no esquema criminoso. Mesmo após a deflagração da segunda fase da Operação Hades, os investigados Rafael Alves, Cristiano e Adenor foram pessoalmente á sede da empresa Assim solicitar a manutenção dos pagamentos espúrios, evidenciando que a organização continuou operando normalmente mesmo ciente da investigação.

    Os presos foram encaminhados para Cidade da Polícia, IML, foram apresentados às 15 horas no Tribunal de Justiça para realização de audiência de custódia. Ao finalizar a audiência Crivella foi levado ao Presído de Benfica.

    ( da redação informações de assessorias. Edição: Genésio Araújo Jr)