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  • Contato Brasil, 14 de novembro de 2019 02:12:38
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Nordestinas
  • 19/09/2019 07h45

    JURO: Conselho de Política Monetária do Banco Central reduz taxa Selic para 5,50%

    No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 3,3% para 2019 e 3,6% para 2020
    Foto: arquivo Política Real

    Copom do BC reduz selic

    ( Publicada originalmente às 22h 03 do dia 18/09/2019) 

    (Brasília-DF, 19/09/2019) A expectativa do Mercado nas pesquisas do relatório Focus do Banco Central se confirmaram.  Em sua 225ª reunião, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 5,50%.

    Reuniões anteriores do Copom já vinha prevendo algum tipo de recuperação da economia brasileira. O Comitê avalia níveis de inflação confortáveis. As expectativas de inflação para 2019, 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,5%, 3,8%, 3,75% e 3,5%, respectivamente.

    “A provisão de estímulos monetários adicionais nas principais economias, no enário externo, em contexto de desaceleração econômica e de inflação abaixo das metas, tem sido capaz de produzir ambiente relativamente favorável para economias emergentes. “, diz o BC, em nota.  O cenário, no entanto, segue incerto e os riscos associados a uma desaceleração mais intensa da economia global permanecem.

    JURO E CÂMBIO

    No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 3,3% para 2019 e 3,6% para 2020.

    Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2019 em 5,00%. e permanece nesse patamar até o final de 2020.

    Também supõe trajetória para a taxa de câmbio que termina 2019 em R$/US$ 3,90 e permanece nesse patamar até o final de 2020.

    No cenário com juros constantes a 6,00% a.a. e taxa de câmbio constante a R$/US$ 4,05*, as projeções situam-se em torno de 3,4% para 2019 e 3,6% para 2020. O cenário híbrido com taxa de câmbio constante e trajetória de juros da pesquisa Focus implica inflação em torno de 3,4% para 2019 e 3,8% para 2020.

    O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções.

    Veja os pontos finais da nota do Copom:

    “Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 5,50% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2020.

    O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

    O Copom avalia que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.  O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes. Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva.

    Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve ajuste no grau de estímulo monetário, com redução da taxa Selic em 0,50 ponto percentual. O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo. O Copom reitera que a comunicação dessa avaliação não restringe sua próxima decisão e enfatiza que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.”, diz a nota.

    Confira a lista dos membros do Copom que votaram com a decisão:  Roberto Oliveira Campos Neto (Presidente), Bruno Serra Fernandes, Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, Fernanda Feitosa Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)