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  • Contato Brasil, 03 de abril de 2025 18:19:54
Genésio Jr.
  • 16/03/2025 09h18

    História, história!

    Um dos mais importantes, para muitos o maior, homens públicos do século 20 se rendia a máxima de quem não conhece a história estará fadado a cometer erros fatais

    Winston Churchill em visita a Harrow School ( Holden Lutz Gallery)

    (Brasília-DF) Certa vez, Winston Churchill, então já primeiro-ministro do Reino Unido, numa visita que fez a sua escola de formação Harrow Scholl, uma famosa escola para aristocratas e ricos, questionado por alunos empolgados por encontrar alguém tão importante que estudou na mesma escola, o questionaram sobre o que ele os recomendava.

    Churchill que além de suas históricas virtudes, era um imperialista, liberal, conservador, anticomunista, racista, falou-lhes: história, estudem história.

    Um dos mais importantes, para muitos o maior, homens públicos do século 20 se rendia a máxima de quem não conhece a história estará fadado a cometer erros fatais.

    Durante esta semana, aqui em Brasília, vão se realizar vários eventos para lembrar o 15 de março de 1985, dia, mês e ano que foi dada posse ao primeiro presidente civil neste país após 21 anos de regime militar, que se deu entre as fases da intervenção militar, ditadura e distensão. 

    Os eventos se darão em celebração da data com homenagens ao ex-presidente José Sarney, que está para completar 95 anos.

    É particularmente interessante que as lembranças da data em que nasceu a chamada Nova República, que marcam 40 anos de democracia ininterrupta neste país, o mais longo período, é bom que se saliente e enalteça se dê, iniciamente, no mesmo final de semana em que os chamados ultra conservadores, muitos deles saudosos não só da intervenção militar mas de seus piores anos de chumbo, façam evento na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro em defesa de uma anistia aos condenados nos eventos de 8 de janeiro de 2023.

    Se sabe - pois na política, só os bobos que funcionam ora como massa de manobra ora tolos apaixonados da causa, que tal movimento também busca isentar o ex-presidente Jair Bolsonaro de qualquer responsabilidade para que ele possa, efetivamente, participar do pleito, como candidato, na disputa presidencial de 2026.

    Todas as vertentes políticas, na tão saudada e resiliente democracia, devem ter o direito de pleitear o direito de convencer a sociedade de que eles devem representar esta mesma sociedade.

    A história mostra que nossa república ao longo de sua existência ofertou diversos perdões políticos para que se buscase normalidade, igualdade de oportunidades após momentos de tensão.  A história mostra que esses perdões, na maioria dos casos, foram equivocados.

    Os mais destacados foram os perdões dados pelo democrata presidente Juscelino Kubistchek de Oliveira no caso dos revoltosos de Jacareacanga, em 11 de novembro de 1955, e de Aragarças, em dezembro de 1959, quando militares quiseram depô-lo.  Os mesmos agentes daqueles atos foram os agentes do Golpe Militar de 1964.

    Interessante que um dos que estão prestes a ter denúncia analisada pelo Supremo Tribunal Federal, o general Augusto Heleno ex-chefe do Gabinete Militar de Bolsonaro, era nada mais, nada menos, que chefe de gabinete do General Sylvio Frota, que desejava dar um golpe no general presidente Ernesto Geisel, em 1977, que iniciava a chamada “distensão”.

    Uma semana em que se vai falar de democracia resistente e de perdão a notórios não amantes da democracia.  Winston Churchill está se virando no túmulo.

    Por Genésio Araújo Jr. Jornalista

    e-mail: polí[email protected]

     

     


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