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  • Contato Brasil, 19 de junho de 2024 05:30:19
Genésio Jr.
  • 26/05/2024 11h28

    Em meio ao perigo, é bom aprender com o povo!

    Se Guimarães Rosa estivesse entre nós ele diria, hoje, certamente, que viver é perigosíssimo!

    A famosa frase em Grande Sertão: Veredas( foto: frases administradores)

    (Brasília-DF) “Viver é negócio muito perigoso...Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo.”.

    Diadorim fala 20 vezes nas 824 páginas de “Grande Serão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, o genial mineiro que revela não só os Gerais, mas o Brasil profundo.

    Se Guimarães Rosa estivesse entre nós ele diria, hoje, certamente, que viver é perigosíssimo!

    Neste 26 de maio o Brasil completa 200 anos de relação diplomáticas com os Estados Unidos.  Neste tempo atual, nunca o Brasil esteve tão parecido com os Estados Unidos.

    Os Estados Unidos conseguiram, para assombro dos socialistas, fazer com que suas elites se associassem a seu povo para levar adiante uma das maiores proezas de elevação ao desenvolvimento. Sabemos que os Estados Unidos se pintou como terra das oportunidades, mas fez muitas guerras, foi imperialista, reacionário, intervencionista e muito mais que se pode falar, porém fizeram essa união das elites e do seu povo.

    Os Estados Unidos como o Brasil estão no rol dos 64 países que realizarão eleições nacionais neste ano. 

    Pesquisa Ipsos feita em 28 países, incluindo os Estados Unidos, mostram que aquele país, assim como Brasil, e outros vêm o sistema em crise, acham que as elites atuam contra o povo, preferem um líder forte que passe por cima de tudo.

    Sessenta e seis por cento dos americanos disseram que o país “precisa de um líder mais forte para tirar o país das mãos dos ricos e poderosos”, em comparação com 63% dos entrevistados entre o total das 28 nações. Quarenta por cento dos americanos disseram acreditar que precisam de um líder forte que “rompa as regras”.

    A onda populista ganha com isso.  No Brasil, deveremos ver algo disso nas eleições municipais, porém muito acreditam que as questões locais ainda vão prevalecer. A conferir.

    Muitos avaliam que no Brasil, o motor disso tudo habita os evangélicos que transitam em todas as classes sociais, mas é inegável que cresceu muito entre brasileiros entre 2 e 5 salários mínimos. O grosso de nossa sofridas classe  C.

    Em todas as pesquisas bem feitas, que são desprezadas pois são coisa de elite, se mostra que essa turma se considera a margem da democracia que serve a outros interesses.

    Recentemente, o Conselho Nacional de Assistência Social proibiu as comunidades terapêuticas que tratam dependência de álcool e drogas de receber recursos destinados à política de assistência social. Boa parte dessas comunidades são evangélicas.

    O Estado se comporta como só ele tivesse direito de controlar o combate as drogas e mostra para essa gente que eles não precisam ser chamados para cooperar com o processo democrático nacional.

    Se os democratas querem ter sucesso contra o populismo tem que mostrar respeito por ideias que vem do povo, mas que não parecem as melhores, mas são do povo. É necessário não menosprezar esse interlocutor e mostrar que existem alternativas, mostrar efetividade com elas e não as atropelar. Tem gente inteligente falando sobre isso no Mundo.

    São duzentos anos de relação Brasil-Estados Unidos. Precisamos aprender com isso. Ficar com o melhor e descartar o pior!

    Foi Genésio Araújo Jr, jornalista

    e-mail: [email protected]

     


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