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  • Contato Brasil, 18 de outubro de 2021 01:11:37
Humberto Azevedo
  • 13/10/2020 21h41

    Após STJD aplicar apenas uma advertência a jogadora de vôlei de praia por pedir “fora Bolsonaro” em entrevista, apoiadores do presidente comemoram

    Já os internautas que se intitulam antibolsonaristas levaram aos temas mais comentados no twitter o pedido feito pela atleta

    Na foto da Folhapress, a atleta Carol Solberg em atividade pela Liga Nacional de Vôlei de Praia.

    Após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aplicar apenas uma advertência a jogadora de vôlei de praia, Carol Solberg, por pedir “fora Bolsonaro” em uma entrevista após a realização de uma partida sua válida pela Liga Nacional de Vôlei de Areia, os apoiadores do presidente brasileiro comemoraram. Visto que a primeira comissão disciplinar da câmara arbitral de assuntos esportivos entendeu, ainda, que a jogadora não poderá mais se manifestar politicamente nas quadras.

    Já os internautas que se intitulam antibolsonaristas levaram o assunto aos temas mais comentados no twitter o pedido feito pela atleta. Inclusive, com a ajuda de parlamentares e influenciadores que vem sendo críticos a gestão do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) a frente do governo federal. Entre eles o ex-líder do PT no Senado, o senador Humberto Costa (PE). O presidente da comissão de disciplina do STJD, Otacílio Araújo, afirmou durante o seu voto que a advertência a atleta é “um puxão de orelha. Se ela repetir, pode ser punida de uma forma pior”.

    Antes do julgamento, o petista pernambucano que pedira aos seus seguidores que apoiassem Carol Solberg, classificou como “absurda” a decisão do colegiado jurídico para assuntos desportivos. No mesmo sentido se pronunciou a deputada Érica Kokay (PT-DF), clamando por “censura nunca mais”.

    “Não podemos permitir que a Justiça seja utilizada como instrumento de censura e perseguição política. Só estão liberadas manifestações pró-Bolsonaro?”, questionou a petista brasiliense.

    Já o apoiador do presidente Bolsonaro, Felipe Brasil, que assina o seu perfil nas redes sociais como “coluna patriota”, avaliou a sentença do STJD como “ridícula” e “branda”. Ele queria que Solberg fosse “suspensa das quadras” para não mais militar e “se manifestar politicamente nas quadras” poliesportivas.

    Já o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, Ciro Gomes, terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2.018, assumiu a bandeira “fora Bolsonaro” em apoio a atleta.

    “Carol Solberg, nós gritamos por você, pelos milhões de desempregados, pela destruição ambiental do nosso país, pelos milhões de brasileiros que voltaram a sofrer com fome e pelas mais de 150 mil vítimas do coronavírus: Fora Bolsonaro!”, postou o político cearense do PDT.

    No mesmo sentido se manifestou a presidente nacional do PT, deputada Gleise Hoffmann (PR). Segundo ela, a decisão do STJD de “advertir Carol Solberg por falar ‘fora, Bolsonaro’ é um alerta para o retrocesso que estamos vivendo no país”. A petista paranaense lembra que Solberg “também ficou proibida de se manifestar sobre a punição”.

    “Por que as manifestações favoráveis ao atual governo não foram proibidas também, então? Força, Carol, estamos contigo”, comentou a candidata líder para a prefeitura de Porto Alegre (RS), a ex-deputada Manuela D’ávilla (PCdoB).

    “A advertência à Carol Solberg não é ‘perseguição’ coisíssima alguma. Longe da quadra, ela tem direito de protestar contra quem quiser, mas o esporte exige disciplina dentro dela. Do contrário, coitados dos espectadores. Aliás, o procurador que a denunciou também é de esquerda”, argumentou a aliada de Bolsonaro, deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

    Por fim, o perfil satírico autodenominado “Veio da Van”, em alusão ao empresário bolsonarista e dono das lojas Havan, Luciano Hang, emendou: “Olha que absurdo isso que está acontecendo na Venezuela com a Carol Solberg”, ao comentar a notícia da advertência a atleta brasileira por ter pedido “fora Bolsonaro” após uma partida de vôlei de areia.