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  • Contato Brasil, 18 de novembro de 2018 00:35:05
Genésio Jr.
  • 24/06/2018 15h58

    Os candidatos que não podem e não querem falar

    Os líderes nas pesquisas eleitorais de pré-campanha são os marcos dessa última semana de junho, a segunda de Copa do Mundo da Rússia

    Lula e Bolsonaro - um quer ou outro diz que não quer( foto: montagem O Globo)

    (Brasília-DF) A Copa do Mundo da Rússia continua chamando muita atenções. Já estamos quase no final de junho, passou Santo Antônio e São João.

    Os presidenciáveis fizeram o caminho das fogueiras. Nesse final de semana, Jair Bolsonaro(PSL) esteve em Campina Grande(PB). Voltará ao Nordeste na véspera de São Pedro, no Ceará.  Geraldo Alckmin(PSDB) esteve em Campina Grande e em Caruaru(PE).  Chegou a dizer que seria natural um vice presidente, em sua chapa, vindo do Nordeste.

    Não dá para negar que essa semana seria marcante pelo julgamento na segunda turma do Supremo Tribunal Federal(STF) de um pedido de liberdade provisória e desimpedimento para exercer a vida pública na integralidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre condenação provisória de 12 anos e 1 mês no caso do triplex do Guarujá(SP).  Acabou não vindo.

    Os líderes nas pesquisas eleitorais de pré-campanha são os marcos dessa última semana de junho, a segunda de Copa do Mundo da Rússia.

    Lula, o líder das intenções nas intenções de voto, mas preso, repito, está ansioso para voltar a falar sem fim, usando de seu famoso histrionismo, coisa que ele domina como poucos.  Ele está querendo falar, contar das suas, dizer para o Brasil.

    Bolsonaro, o líder nas intenções de voto, livre, destaco, quer andar pelo Brasil, ir ao encontro dos seus. O que chama atenção é que ele não quer o contraditório. Ele só anda em cenários dominados, onde o público não lhe permite contradições.  Ele teria avisado que não irá participar de debates na primeira fase da disputa. Seja agora na pré-campanha e seja no primeiro turno da disputa presidencial.

    Veja em que situações estamos metidos.  O líder nas pesquisas quer ficar solto, não se sabe se quer debater, pois noutras disputas não enfrentou discussões, mas quer falar. O outro não quer debater.  As duas ideias(?!) que vem dominando as atenções dos brasileiros e brasileiras, que estão dando alguma atenção à disputa pelo Planalto – apresentam-se nesse patamar.

    Na verdade, tanto a candidatura Lula como a candidatura Bolsonaro não querem saber do diálogo.  O PT fala em busca pela democracia, sob o argumento do encontro de legitimidade perdida, no entanto não é raro a tropa de choque na militância acusar quem pensa diferente de ser fascista, aprisionando todos os que não lhe são favoráveis na conta dos golpistas.

    Bolsonaro é outro que viceja o ambiente e o território do exclusivismo.  Basta observar como seus apoiadores mais orgânicos tratam de gestar a manutenção de um cordão sanitário em torno dele.  Bolsonaro não conversa com a chamada imprensa tradicional. Os seus apoiadores fazem de tudo para evitar que ele fale com quem quer que não lhe seja amigável.

    Estamos próximos das definições nos estados. As convenções estão cada vez mais presentes, apesar de se falar que vão demorar. Pela lei eleitoral, de 20 de julho até 5 de agosto os partidos estão autorizados a fazer convenções. Muitos partidos no Nordeste anunciam suas definições para esse final de junho, antes do final da Copa da Rússia, que está marcada para 15 de julho.

    Os dois líderes vivem suas teatrais contradições.  A vida não nos dá facilidades, mas precisava ser tão difícil!

    Por Genésio Araújo Jr, de Brasília.

    Emial: polí[email protected]