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  • Contato Brasil, 17 de novembro de 2018 23:59:15
Genésio Jr.
  • 17/06/2018 11h51

    Cristiano Ronaldo e Lula em mira

    Vimos a força de um homem que mais que dominar a técnica do esporte, um raro exemplo, visto só entre os excepcionais – mostrou ao mundo algo mais

    Cristiano Ronaldo e Lula( Foto: montagem Política Real)

    (Brasília-DF) Escrever sobre política nesses dias não é tarefa das mais fáceis.  Parece que todas as energias estão voltadas para outros assuntos.

    O futebol parece cunhar todas as molduras onde se vê algo relevante. As pessoas anunciaram sua estrepitosa indiferença com a Copa do Mundo da Rússia que para seus fiéis e encorajados fiadores( da pesquisa) tende, felizmente ou não, a virar poeira analítica. O futebol, colocado como é, nesses tipos de eventos é um acontecimento antropológico, que vai além dos seus amantes e alguns detratores.

    A etnologia e a etnografia analisam, no âmbito da Antropologia Cultural isso tudo. Um povo e sua cultura. 

    Nesses dias quem teve a oportunidade de assistir ao jogo entre Portugal e Espanha na primeira rodada da Copa da Rússia, mais do que ter visto uma grande partida de futebol, uma contenda do esporte bretão, como se dizia antigamente - viu, na perspectiva histórica, mais que uma disputa entre a arrogância espanhola( isso ficou marcante desde o século 15 com a chamada “Esquadra Espanhola”) ou a melancolia arrebatadora dos portugueses( a força da tecnologia da Escola de Sagres e a tristeza pessimista do Velho do Restelo). 

    Vimos a força de um homem que mais que dominar a técnica do esporte, um raro exemplo, visto só entre os excepcionais – mostrou ao mundo algo mais.   O que o português Cristiano Ronaldo fez impressionou até o assistente mais indiferente às preciosidades do esporte. Ronaldo mostrou a força interior de um homem que mesmo cheio de vaidades, que nunca é boa conselheira, demonstra uma pas de deux que faz o ballet da vida. Força e vontade.  Ao homem comum que é constantemente atingido por um sem número de adversidades ao observar a força e a vontade de um atleta excepcional que não vê limites mesmo quando tudo parece perdido é muito mais que um alento. Inspirador.  O futebol dos arrogantes espanhóis e tristes portugueses revelou muito a todos nós.

    A desprezada(?) Copa do Mundo tem muito a nos apresentar nesses dias.

    Outro assunto.  Estamos em junho, mês das festas que celebram Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal assim como de colheita. Mês de festa. 

    Já escrevi, noutros momentos, que na época dos arrasta-pés sem fim e do foguetório ruidoso, especialmente no Nordeste, era tempo de se fazer muita coisa que muitos não davam conta.  Era comum nessa época do ano, no Nordeste profundo, se assassinar e fazer malfeitos pois o aluá e o quentão entorpecia alguns ou a zoadaria do foguetório tornava inaudível os estampidos mortais dos facínoras. 

    Pois então.  Na última semana, o Supremo Tribunal Federal impôs um duro golpe aos procuradores da Lava Jato que adoravam pedir conduções coercitivas. A medida foi considerada inconstitucional.  Antigamente, os movimentos anticorrupção iriam às ruas dizer que estavam de ardil, queriam calar a Lava Jato.

    O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Segunda Turma da Corte, Ricardo Lewandowski, para levar a julgamento no próximo dia 26 de junho um novo pedido de liberdade apresentado no início deste mês pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Dia 24 é dia de São João. Dia 27 de junho é dia de jogo do Brasil contra a Sérvia.  É bom ficar atento cara pálida!

    Boa semana a todos.

    Por Genésio Araújo Jr, de Brasília