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  • Contato Brasil, 19 de agosto de 2018 16:38:06
Genésio Jr.
  • 27/05/2018 12h12

    Todos querem tirar seu pedaço

    O Presidente Temer, a Petrobras e seus apoiadores estavam cometendo uma imprevidência retumbante. Pareciam aconselhados pelos mesmo timoneiros do caos que orientavam Dilma Rousseff

    Petrobras que sofreu e que agora faz sofrer( foto: site Folha PE)

    (Brasília-DF) A paralização dos caminhoneiros gerou uma grave crise no País.  Foi tudo muito rápido. Pareceu com os movimentos de junho de 2013, quando por 0,20 centavos de reais o Brasil parou.

    Naquela época, surgiram leis marcantes e que mudaram muitas coisas no Brasil.  A criminalização do caixa-dois e a Lei das Organizações Criminosas, essa última, que permitiu as delações premiadas como vemos hoje, fundamental, segundo membro do Ministério Público, para o sucesso da Operação Lava Jato.

    Interessante que o sucesso da Lava Jato levou a se ter clareza sobre a corrupção que assolou a Petrobras, especialmente, nos últimos 12 anos de governos petistas, apesar de se saber que malfeitos se faziam na maior estatal brasileira desde primórdios. A estatal precisava viver um período de recuperação que foi empreendido nos anos de Michel Temer, isso é notório.

    A Petrobras foi o estopim - a partir de erros de avaliação que geraram uma imprevisibilidade, que até os maiores adoradores do Mercado há de reconhecerem – dessa crise atual.  O comando da estatal e o Governo, o Planalto, não tiveram clareza sobre o momento que vive o lado mais profundo do País.  O fato do Presidente Temer , mesmo sofrendo acusações de corrupção em seu Governo, tendo vencido duas denúncias, quase dois Impeachments, no Congresso, sem ninguém na rua para criticá-lo a não ser os petistas e seus satélites, então desmoralizados – pode ter sido mal conselheiro.

    O Presidente Temer, a Petrobras e seus apoiadores estavam cometendo uma imprevidência retumbante. Pareciam aconselhados pelos mesmo timoneiros do caos que orientavam Dilma Rousseff.

    O experiente senador José Maranhão(MDB-PB), um recordista de mandatos na Paraíba, disse, ele um octagenário qual não é de falar na tribuna – que o momento unia governistas e oposicionistas.  Durante o final de semana, vimos um pré-candidato a governador no Nordeste, o senador Eduardo Amorin(PSDB), lá no Sergipe, se colocar solidário aos caminhoneiros.  O governador Rui Costa, da Bahia, disse em visita no sul da Bahia, que era solidário aos condutores de caminhões. Todos candidatos nas eleições majoritárias de outubro. Os governadores do Nordeste e Minas, se colocando como da área da Sudene, todos de oposição ao Planalto - divulgaram “Carta Aberta” reclamando da política da Petrobras e dizendo que não poderiam renunciar a tributação, pois a culpa de tudo é do Planalto.

    Não quiseram tratar que a Petrobras tinha vivido um caos, déficit, de quase R$ 35 bilhões no último ano de Dilma Rousseff e que essa paralização está cheia de empresários ávidos para tirar o seu.

    Todos querem tirar um pedaço do Governo Federal.  A velha mania nacional de retirar da Viúva o que puderem, perdura.  Não podemos negar que apesar de reclamarmos que nada muda, muita coisa se altera neste País, porém nunca se altera nossa mania de tirar tudo do Poder Público.  Não é para menos, o Governo Federal tem muito poder numa país deste tamanho especialmente para a economia que hoje desenvolvemos, uma das 20 maiores do Planeta. Tem muita coisa errada nisso tudo.

    Tem gente com medo de que essa onda de todos quererem tirar um pedaço do Governo Federal, que está fraco, resulte num processo irrefreável que impeça, até, que o pleito eleitoral siga seu caminho normal. Isso é possível?  Sim!  Essa semana será decisiva para o caminho que o país deverá tomar.  Se o Governo Federal conseguir fazer com que as coisas tenham alguma normalidade poderemos voltar a racionalizar , minimamente, toda a situação que envolve, na verdade, o tamanho do Estado que precisamos ter.

    Só poderemos fazer esse ajuste com mudança robustas profundas - fisco-tributárias e federativa. O problema, depois do que vimos de nossos presidenciáveis nesses dias, é que ninguém parece ser racional o suficiente para enfrentar o assunto como deve.  Outro complicador é que os que vencem eleições não são os que provocam o potássio das racionalidades, mas o abuso da endorfina das fulgurantes emoções.

    Por Genésio Araújo Jr.

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