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  • Contato Brasil, 25 de setembro de 2018 23:42:00
Edson Vidigal
  • 03/05/2018 15h39

    Há vida em Marte?

    Humanos, bípedes, talvez sobrevivam poucos. Restarão, certamente, as baratas. E as ratazanas, quem sabe?

    Há vida em Marte? ( Foto: site Spuinik Brasil)

    Depois de amanhã, sábado, pouco depois das oito horas, começará a viagem de seis meses de uma sonda da NASA, a agencia espacial norte americana, com destino a Marte. 

    Os cientistas agora querem saber sobre os tremores chamados por nós aqui de terremotos. A sonda irá equipada para nos inteirar de tudo sobre a crosta, o manto, o núcleo e também se o recheio de Marte é ou não parecido com o da Terra.

    Há anos já estão por lá uns trecos esquisitos escascaviando desertos, montanhas, fotografando e filmando tudo. São impressionantes as imagens que nos chegam diariamente.

    Tem se falado por aqui, quero dizer entre os cientistas, que do jeito como a humanidade vem tratando o planeta Terra, uma explosão, de repente, reduzirá tudo a poeira atômica, deletando para sempre todo o processo civilizatório.

    Humanos, bípedes, talvez sobrevivam poucos. Restarão, certamente, as baratas. E as ratazanas, quem sabe?

    Aquelas duas bombas atiradas sobre Hiroshima e Nagasaki para amolecer o Japão ainda em luta brava como parte do eixo Berlim-Roma-Pequim, na segunda guerra mundial, soariam hoje destinadas apenas a pequenas agressões se comparadas ao que a insensatez humana já produziu e estocou.

    O tempo, e não é de hoje, é dessa Paz precária cada vez mais rodeada de bombas.

    Do que se sabe, os Estados Unidos, em 9 de julho de 1962, explodiram no espaço sobre o Oceano Pacifico, a 1.500 kms. do Estado do Havaí, uma bomba equivalente a 1 milhão e 400 mil toneladas de TNT, afetando duramente o campo magnético da terra.

    Três dias antes, no subsolo do deserto de Nevada, outra bomba já havia sido explodida, expondo 23 milhões de americanos à radiação. No mesmo julho, dia 26, a então União das Republicas Socialistas Soviéticas começou a armar Cuba com misseis nucleares direcionados para atacar a qualquer hora os Estados Unidos. Por pouco, não fossem a firmeza de Kennedy e o recuo sensato de Kruschev, o então dirigente russo, não chegamos à primeira e talvez última guerra mundial.Começou aí o descolamento da Rússia de Cuba, o que levaria à falência o comunismo de Fidel.

    No dizer de Churchill, o mundo estava em Guerra Fria. As explosões se voltaram para o espaço no mais longínquo que os misseis pudessem alcançar. Os malucos queriam o domínio militar do espaço sideral. O placar final – Estados Unidos, 14 bombas. – União Soviética, 7.

    Pouco antes da última confirmação de Putin como chefe do Kremlin, a Rússia anunciou que já tem misseis que dão volta em torno da Terra podendo explodir os Estados Unidos e qualquer outro lugar do planeta.

    O gordinho da Coreia do Norte, que muitos o tinham como tolo, recusado como Pomba da Paz, virou o Gavião da Paz propondo trégua pois já lhe interessaria mais fazer bombas atômicas, estando, por isso, disposto a desativar o seu programa nuclear. Mas o que se sabe é que ele, também, já está armado com misseis capazes de grandes estragos, em especial sobre o território norte-americano.

    Tirando, certamente, países da África e da América Central e do Sul, quase todos, incluindo Europa e Oriente Médio, já tem num coldre enorme, bem escondida, a sua bomba atômica de estimação.

    Como perguntou Sidney Muller, - “o cientista inventa uma flor que parece / a razão mais segura pra ninguém saber / de outra flor que tortura, pois é pra que?”. 

    Em 17 de dezembro de 1971, David Bowie lançou em disco uma canção em que recomenda – “dê uma olhada no homem da lei espancando o cara errado / imagino se ele algum dia vai saber que ele está no show mais vendido (em tradução livre, o show de maior sucesso) / é o show de horrores”.

    E ao final, como que melancólico, pergunta se “há vida em Marte”, (“Life on Mars?).

    Edson Vidigal, Advogado, foi Presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal.