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  • Contato Brasil, 16 de outubro de 2018 23:58:44
Misto Brasília - Por Gilmar Correa
  • 26/03/2018 10h32

    Falamos o que comemos?

    O intestino teria relação com a virulência nas redes sociais, que não preservou nem um aventureiro

    A irritação das pessoas pode estar relacionada com a comida que se consome/Arquivo/SGSMoçambique

    No domingo à noite terminei a leitura do livro “Cavaleiro das Américas”. Escrito pelo brasileiro Filipe Masetti Leite, narra a sua própria história de um sonho acalentado desde criança. Cavalgou 14 mil quilômetros entre o Canadá e o Brasil por dois anos a partir de 2012.

    Recebi o livro autografado pelo próprio e garanto que é uma leitura para ser feita tanto para quem gosta (ama) cavalos, como para quem nunca teve contato com este animal magnífico. Suas histórias comovem e, confesso, fiquei emocionado muitas vezes.

    Filipe concluiu o projeto em Barretos (SP), onde foi homenageado. Destaco as palavras negativas em seu Facebook, onde a virulência verbal virou rotina nas redes sociais. Gente sem noção fez críticas sem conhecimento sobre sua aventura. Essas críticas, sem fundamento, parece contaminar a todos. Quais seriam essas causas? Seria algo natural, inerante ao ser humano?

    A falta de paciência poderia estar relacionada com a nossa alimentação.

    Li uma entrevista no site Público com a engenheira alimentar Susete Estrela, que escreveu “Sabe o que anda a comer?”, onde alerta para os problemas de segurança alimentar.

    Susete tem uma teoria interessante sobre a irritabilidade das pessoas, um fenômeno que não é um caso brasileiro, mas mundial. Para ela, isso decorre do que comemos.

    Na entrevista, a escritora afirma que há cada vez mais estudos que relacionam o cérebro com o intestino, “como este é o nosso segundo cérebro”.

    Ela afirma que “uma péssima digestão prejudica a nossa saúde". Ela lebra de um texto um texto que diz que a rainha do castelo é o trato intestinal e quando a rainha está irritada tem a capacidade de deitar o reino abaixo”.

    Susete vai adiante em sua observação: “Como é que a indústria veio contribuir para isto? Com os aditivos, quanto mais extensa a validade de um produto, mais aditivos tem; esses quando chegam ao trato intestinal vão destruir os “soldadinhos bons”; com os antibióticos, esse é um problema que já foi identificado pelas autoridades e é necessário reeducar os veterinários para se produzir animais dentro do mesmo tempo de vida sem doenças, para que não se tenha de adicionar tantos antibióticos”. 

    A escritora portuguesa observa que se temos o “nosso dentista”, o “nosso advogado” e o “nosso médico”, porque então não temos o “nosso agricultor”.

    Taí um motivo para um bom papo, mas se estresse, por favor.