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  • Contato Brasil, 23 de maio de 2019 14:27:59
Humberto Azevedo
  • 22/01/2019 19h55

    Major Olímpio conversa com Simone Tebet para evitar nova gestão de Renan no Senado; Senador do PSL paulista falou, ainda, que denúncias contra Flávio Bolsonaro não respingam no governo

    Senador que recebeu mais de 9 milhões de votos afirma que candidatura de Davi Alcolumbre (DEM-AP), orquestrada por Onyx, “mais atrapalha do que ajuda”; Ele comentou também que discurso de Bolsonaro em Davos não foi genérico

    O senador eleito por SP, Major Olímpio (PSL), não concorda com as críticas que o presidente brasileiro recebeu por seu discurso considerado "fraco" pela imprensa internacional

    (Brasília-DF, 22/01/2018) O ainda deputado Federal Major Olímpio (PSL-SP), eleito senador em outubro com mais de 9 milhões de votos, anunciou que mantém conversas com a senadora Simone Tebet (MDB-MS) para evitar uma nova gestão do senador Renan Calheiros (MDB-AL) a frente do Senado da República.

    “Sem a menor dúvida. Foi uma conversa maravilhosa e muito respeitosa. E eu tenho certeza que vai evoluir. Agora o que vai se passar com relação as candidaturas colocadas por emedebistas, isso só a partir do dia 29 nós vamos saber”, falou.

    “Então quando a Simone se manifesta e diz o que ela disse para vocês, ela disse para mim também. E eu dei essa garantia a ela: eu duvido que você vai ouvir da boca do presidente Bolsonaro que ele tem candidato à presidência do Senado. Eu dei essa garantia a ela. Porque eu confio o que diz o Bolsonaro”, complementou.

    “Eu não posso fazer uma avaliação disso. Se eu fico de fora no 2º turno e fica a Simone e o Renan, eu voto na Simone. Mas se eu tiver no 2º turno com ela, eu vou caçar os votos para mim”, emendou.

     

    Caso Queiroz

    O parlamentar do PSL paulista falou, ainda, que denúncias contra o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) não respingam no governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio.

    “Eu acredito que não afete. Fica bem distinta as coisas. As necessidades da população são tão maiores e as expectativas tão maiores que em nada vai atrapalhar o governo nesse momento qualquer coisa que não seja a articulação para votação das medidas mais que emergenciais dentro da área econômica, pauta de previdência, pauta da segurança. Então eu não vejo que possa atrapalhar qualquer coisa”, abordou.

    “Ele mesmo já declarou que não teve a oportunidade de falar ainda no foro apropriado. Eu acredito nele e isso vai acontecer”, completou afirmando que não acredita que irá prosperar algum pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.

    “De forma nenhuma. A oposição tem que fazer o papel dela. É da democracia. Tudo que for legítimo e dentro do processo político pode ser viabilizado. Mas eu não creio que não vá prosperar nenhuma iniciativa dessa e tampouco isso afeta o meu posicionamento, do PSL, ou mesmo do senador Flávio em relação às articulações, deste momento, para a eleição no Senado”, avaliou.

    Questionado novamente sobre isso, Major Olímpio afirmou que não pode “falar em relação a uma coisa que [ainda] não existe”. “Vamos ver o cenário que se vai apresentar. Agora é só ilação isso”, encerrou.

     

    Intromissão de Onyx

    Major Olímpio afirmou também que a candidatura do senador eleito Davi Alcolumbre (DEM-AP), segundo ele orquestrada pelo ministro-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, o deputado federal licenciado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), “mais atrapalha” o governo “do que ajuda”.

    “Quem fala pelo governo, eu já disse algumas vezes e volto a repetir e repito, é o presidente Bolsonaro. O presidente disse a mim que não [irá] interferir no processo, em eleições nem na Câmara nem no Senado. Aqueles que fizeram como os antecessores na presidência se arrebentaram. E ele está mais do que certo nisso. Se fosse para ter uma candidatura do governo seria a minha”, destacou.

    “Eu não vou fazer ponderações a conduta do ministro. Eu só vejo que o mais importante é a governabilidade. Condutas partidárias, neste momento, elas mais atrapalham do que ajudam. O PSL que é o partido do presidente não tem essas demonstrações de intransigência, esses arroubos. Eu fui colocado candidato pelo partido e eu deixo muito bem claro que o partido me colocou para eu ser o candidato do PSL. Não sou o candidato do governo e nem o amigo do presidente da República. Não podemos confundir as coisas. Se não atrapalha mesmo”, enfatizou.

     

    Davos

    Indagado sobre as diversas críticas que o presidente brasileiro recebeu devido ao seu discurso inaugural da edição 2019 do Fórum Econômico de Davos, na Suíça, o senador do PSL paulista – mesmo confessando que não acompanhou o discurso – rebateu dizendo que o pronunciamento do presidente cumpriu a missão que era falar sobre os planos do governo.

    “Eu não acompanhei. Eu só vi comentários com relação a isso. Logicamente que essa [é uma] vitrine mundial da economia. [Cada um] vai fazer a sua avaliação. O Bolsonaro fez um pronunciamento que foi construído a várias mãos, com vários ministros participando. Não entendo que seja um recado genérico”, comentou.

    “Dentro do tempo que era disponível para manter a atenção e o mundo queria saber justamente os compromissos das melhorias na pauta econômicas, dizer ao mundo [que] ‘acreditem no Brasil, invistam no Brasil, tragam recursos’ porque aqui nós vamos dar a solidez na economia, isso acho que ficou mais que transmitido”, terminou.

    A diretora editorial e colunista do jornal francês “Le Monde” e colaboradora do “NY Times”, Sylvie Kauffmann, a participação de Bolsonaro no Fórum Econômico foi um “fiasco” e “incapaz de responder concretamente às questões [do organizador do evento] Klaus Schwab”. Segundo ela, foram “15 minutos de generalidades”.

    “Bolsonaro não combinou com a multidão de Davos. Um discurso de campanha curto, muito geral, depois evita dar respostas concretas às perguntas de Klaus Schwab. Definitivamente, nenhum aplauso de pé”, tuitou a jornalista Sylvie Kauffmann.

    Assim também se manifestou a jornalista do “The Washington Post”. Heather Long sintetizou que o discurso do presidente brasileiro foi um “grande fracasso”.

    “O presidente brasileiro Bolsonaro falou menos de 15 minutos. Grande fracasso. Ele tinha o mundo inteiro assistindo e sua melhor linha era dizer às pessoas para irem de férias ao Brasil”.

    A repórter do “The Washington Post” ainda reverberou às críticas que classificam Bolsonaro como o “Trump sul-americano”, só que “parecia morno”.

    A agência noticiosa “Reuters” noticiou que “Jair Bolsonaro do Brasil joga fora o tapete de boas vindas para grandes empresas e grandes investidores em Davos”.

    O britânico “The Guardian” disse que “Jair Bolsonaro alarma ativistas do clima com discurso pró-negócios”.