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  • Contato Brasil, 17 de dezembro de 2018 12:33:45
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Humberto Azevedo
  • 22/10/2018 19h18

    Ainda sem rumo definido na economia, pauta para tentar frear violência já tem itens prioritários

    Primeiras medidas do novo governo vão no sentido de atender as demandas tanto de produtores rurais, quanto dos agentes de segurança

    Onix Lorenzoni e Paulo Guedes já eestão escalados como futuros ministros da Casa Civil e da Economia

    No próximo domingo, 28, o Brasil elegerá o seu 38º Presidente da República. E tudo indica que o novo governante será Jair Bolsonaro do PSL. As pesquisas apontam que ele terá entre 53% a 60% dos votos válidos.

    Entretanto, o futuro governo ainda não dá pistas definitivas para quais rumos trilhará sua orientação econômica. Seu já anunciado ministro da Economia que deverá englobar as atuais pastas da Fazenda e do Planejamento, Paulo Guedes, vinha prometendo aos empresários uma liberalização total da área até ser silenciado dias após o candidato se recuperar de um atentado a faca em Juiz de Fora.

    Uma parte de seu núcleo duro – diferente do que pensa Guedes – pretende manter o Estado como principal fomentador das ações desenvolvimentistas como foi feito na Era Vargas e nos governos JK, da ditadura militar e nos últimos governos petistas. A outra parte de seus apoiadores, alinhados às ideias do futuro ministro da economia, querem a liberalização total do setor como era pretendida pela UDN nos anos 50 e 60 e exercida em parte pelos governos Collor, FHC e Temer.

    Procurado por este blog para falar sobre o futuro governo que se avizinha, o deputado Onix Lorenzoni (DEM-RS), já escalado por Bolsonaro como futuro ministro da Casa Civil, informou por meio de sua assessoria que não se pronunciará antes do resultado das eleições.

    Com a agenda econômica em stand by, o temas consenso para que o futuro governo Bolsonaro entre em ação já possui alguns itens prioritários. Todos relacionados a questão da segurança pública e que buscam atender as demandas dos produtores rurais como anistia das multas ambientais; criminalização de ações organizadas pelo Movimento dos Sem Terras (MST); anulação de vários decretos de demarcação de terras indígenas e de quilombolas; a retirada de vários dos dispositivos constantes no Estatuto da Criança e do Adolescente e na legislação de Direitos Humanos que o provável novo governo entende como manto para a impunidade e a inclusão de um regramento que dará apoio as ações promovidas pelos agentes de segurança.

    A redução da maioridade penal para 16 ou 17 anos, além da liberação do porte de armas também são temas que não deverão ter dificuldades em sê-las aprovadas no Congresso Nacional. O uso emergencial das forças policiais como extensores das Forças Armadas para combater o crime organizado também é avaliado.