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  • Contato Brasil, 18 de outubro de 2017 08:59:44
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Humberto Azevedo
  • 18/05/2017 15h23

    A espera de um novo “rei”

    Um ano após "herdar" o trono presidencial Michel Temer é tragado; No Brasil do caos a discussão agora é quem será o sucessor ou sucessora.

    A bolsa de apostas para saber quem será o novo "rei" brasileiro já começou. Façam suas apostas: Henrique Meirelles, Nelson Jobim ou Cármen Lúcia

    A República caiu. Resta-nos saber quem conseguirá emergir na Pós-República. O “cadáver” político de Michel Temer já está sendo devidamente embalsamado. As discussões agora até o atestado de óbito do presidente do que se convencionou chamar de governo de transição são para definir quem assumirá em seu lugar. A queda é só questão de se fechar a tampa do caixão, velar o corpo, acompanhar o cortejo e enterrar o defunto.

    Enquanto isso com fratura exposta e hemorragias internas e externas, o governo do presidente Michel Temer irá exalar um forte cheiro de decomposição. Até o acerto de quem será o sucessor.

    Para tanto três grupos de correntes políticas bem conhecidas negociam e conflitam entre si para sacramentar o nome do novo líder brasileiro que será ungido em sessão futura do Congresso Nacional (Câmara e Senado).

    A alternativa “A” defendida pelos peemedebistas que ocupam o núcleo do poder que toma conta atualmente do Palácio do Planalto, em companhia dos tucanos, gira em torno de um nome que contemple alguém do circulo do atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ou o próprio, atualmente filiado ao PMDB de Goiás – mas um querido ex-tucano que bancou a economia e ajudou a dar credibilidade econômica internacional ao primeiro governo petista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A alternativa “B” é uma solução centrista do “imortal” senador Renan Calheiros (PMDB-AL) que é vista com muita simpatia pelo ex-presidente Lula e seus apoiadores dentro e fora do PT: o ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ex-ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) à época do governo petista, e ex-ministro da Defesa do governo da presidente Dilma Rousseff, a quem Nelson Jobim nunca lhe foi muito simpático.

    A alternativa “C” é uma possibilidade aventada pelos membros do Poder Judiciário, Ministério Público, servidores públicos em geral, além de algumas forças políticas, de coroarem a atual presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia, que seria uma magistrada para tentar colocar o Brasil no prumo.

    Obviamente existe a alternativa “D”, essa com poucas chances de se realizar e se concretizar com exceção caso aconteça uma pressão popular com gente saindo pelo ladrão pelas ruas das pequenas, médias e grandes cidades e metrópoles do Brasil afora exigindo eleições gerais antecipadas. Se não houver esse cenário essa alternativa é devidamente descartada.

    Por tudo isso, a reforma da Previdência pretendida pelo governo de transição do presidente Temer entrará em modo de espera. Retornará ou não ao debate político dependendo do sucessor a ser eleito nas próximas semanas.

    Se o escolhido for Henrique Meirelles, ou alguém de sua turma, as reformas continuarão suas tramitações a todo vapor e à toque de caixa. Se o ungido for o “notável” Nelson Jobim ou a coroada for à ministra Cármen Lúcia haverá alguma chance do debate em torno da celeridade posta para aprovar tanto a reforma trabalhista quanto a reforma previdenciária se arrefeça.

    A hora agora é para apostas. Não à toa o melhor “player” da política brasileira das últimas décadas, Eduardo Cunha, não satisfeito em ter derrubado a primeira presidente mulher da história do País encaminha o fim de mais um governo de dentro da prisão. Sua declaração a favor do impeachment de Dilma esboça bem o cenário que vivemos: “Que Deus tenha misericórdia desta nação”!

    ATUALIZAÇÃO - Em tempo, após o pronunciamento a nação feito pelo presidente Michel Temer em que gritou "seis" após o truco dado contra ele, vamos ficar no aguardo do grito "nove" da Procuradoria-Geral da República e no grito "doze" estabelecido pela Suprema Corte. Caso não apareça o áudio propalado pelo jornal O Globo atribuído aos donos da JBS com amparo do Ministério Público Federal, o presidente do governo de transição ressurge das cinzas e dos mortos para com força total aprovar tudo que quiser e assombrar definitivamente o povo brasileiro.

    NOVA ATUALIZAÇÃO - Exatos três horas após o pronunciamento a nação em que Temer refutou e negou a acusação de comprar o silêncio de Eduardo Cunha com auxílio do dono da JBS, o STF liberou a divulgação na íntegra do áudio em que Jocely Batista gravou toda a conversa com o presidente da República por orientação da força-tarefa formada por juízes, promotores, procuradores e delegados da Polícia Federal que tocam a Operação Lava Jato. E o resultado foi pior que o esperado. Na gravação Temer incorre em vários outros crimes. Sua saída da Presidência é certa. O que não sabemos é a data em que sairá e quem ficará em seu lugar.