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  • Contato Brasil, 18 de outubro de 2017 08:49:48
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Humberto Azevedo
  • 10/05/2017 10h40

    Brasil: de País do futuro a ...

    Sobre os ecos da transformação e da industrialização iniciados com a Revolução de 1930 os brasileiros da década de 50 exalavam o “sonho”; Em meio a golpes, ditadura e democratização lenta com governos civis possíveis eis que o futuro chega

    A esperança que exalava o sonho brasileiro, na saudosa década dos anos 50, de construir no Brasil o País do futuro é completamente substituída nos tempos atuais pela desesperança de ver uma nação que tinha tudo para se destacar no cenário internacional por uma civilização que se chafurda na ignorância.

    A eterna briga no seio das elites brasileiras que se dividem por um projeto autônomo e independente versus o modelo de nação coadjuvante e zona de influência das potências hegemônicas ajuda a entender essa curva que nos mostrava como um dos países e povos mais felizes do planeta para uma nação extremamente dividida, endividada e enfezada.

    Até agora sempre fomos um povo tutelado pelos interesses de nossas elites que vão e que ficam. Ora adotando uma proposta em voga, ora caminhando contra maré e nos direcionando para a nação que o maior patriarca de nossa independência, José Bonifácio de Andrade e Silva, nos teria legado.

    Essa eterna briga, muitas vezes mera picuinha de um lado a outro, emperra os planos tanto de um quanto do outro lado. Aos poucos os setores medianos da sociedade foram sendo convidados a interagir com estas propostas de brasis que nos entregariam no futuro. Foi assim que nasceu a esperança dos áureos tempos traduzido no título de um dos livros mais empolgantes de nossa história: Feliz 1958 – o ano que não devia terminar de Joaquim Ferreira dos Santos.

    Tudo era empolgação. Até o índice horroroso de 82,6% de analfabetismo verificado pelo censo de 1890 dava mostras que ninguém nos seguraria ao derrubarmos o percentual de iletrados para a ainda impressionante marca de 46,7% de analfabetos em 1960. Era o sonho que se sonha junto se tornando realidade.

    A partir daí em meio a golpes, uma ditadura que teve seu apogeu e queda e uma democratização lenta que proporcionou governos civis possíveis eis que o futuro nos chegou e não era bem o que se almejava lá atrás na década de 50. Nem mesmo a contínua queda de analfabetos para 22,6% nos anos 2000 já era motivo de orgulho.

    Aliás o analfabetismo que se propunha acabar lá nos anos 30 não aceitaria jamais possuirmos letrados, em pleno século 21, que representassem a triste marca de 27% da sociedade brasileira de analfabetos funcionais. Então, de País do futuro, somos a nação ...