31 de julho de 2025
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Simone Tebet disse que será candidata a um cargo em 2026, não disse em que Estado e que se trata de um “projeto de país”; ela disse que o presidente Lula afirmou que ela seria importante em 2026

Mudanças no Governo com foco nas eleições de 2026

Por Política Real com assessoria
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Simone Tebet durante evento no Insper Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 30/01/2025) A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participou nesta sexta-feira, 30, em São Paulo(SP) do lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público (OQGP), iniciativa liderada pelo professor Sergio Firpo, para produção de análises, métricas e propostas voltadas ao aprimoramento da eficiência e da efetividade do gasto público no Brasil.  O Observatório integra o Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP) do Insper e conta com financiamento da Fundação Haddad, além do apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A proposta é fortalecer o debate público e contribuir para a disseminação de melhores práticas de planejamento, orçamento e avaliação de políticas públicas, a partir de evidências a serem produzidas e análises aplicadas.  

Tebet, ao final do evento, falou com os jornalistas e disse que deixará o Ministério do Planejamento no final de março e será candidata, mas não disse a que cargo e nem em que Estado. Ela foi perguntada se existe convite do PSB e afirmou que essa candidatura não seria para que justificasse a manutenção dela em um Ministério numa reeleição de Lula.

Simone Tebet disse que se ofereceu para um projeto de país e que haverá uma definição até o Carnaval

“ Eu é que me ofereci a um projeto de país que eu entendo necessário. Pra mim, política é missão, sempre foi. Eu sempre abri mão, muitas vezes, daquilo que eu achava que deveria fazer para cumprir missão em nome do meu partido, em nome do meu Estado.

Minha história política mostra isso, pelo menos em dois momentos, aliás, em três momentos. Então, na semana que vem, provavelmente, nós teremos uma definição. Mas, de novo, avançamos numa conversa política em que ele entende que eu sou um quadro relevante pra se somar no processo eleitoral de 2026.”, disse.

 

Confira a íntegra do texto da conversa com os jornalistas no foca da política:

 

 

Jornalista:   Ministra, acho que a pergunta que não quer calar é se a senhora vai transferir o domicílio eleitoral aqui pra São Paulo pra disputar as eleições aqui.

 

 

Simone Tebet:   Assim, a resposta que eu posso dar é que na conversa que tive com o presidente a primeira, de pelo menos mais uma que terei ou no final da semana que vem, mas com certeza antes do carnaval, é que eu deixo o Ministério do Planejamento e Orçamento até o dia 30 de março, quando o presidente definir, porque o presidente entende que eu sou importante no processo eleitoral, acho importante a minha candidatura.

 

Discutimos com o presidente, começamos a discutir apenas a minha candidatura ao Senado Federal, discutimos o cenário do Brasil, aliás, começamos pelo cenário de incertezas internacionais, o cenário político, econômico, primeiro, e depois político nacional, e depois fizemos alguns exercícios, alguns raciocínios pra ver onde eu posso cumprir melhor a minha missão.

 

Não fechamos nada, não era o intuito, ele queria me ouvir. O presidente tem a virtude de nunca impor nada.

 

Eu é que me ofereci a um projeto de país que eu entendo necessário. Pra mim, política é missão, sempre foi. Eu sempre abri mão, muitas vezes, daquilo que eu achava que deveria fazer para cumprir missão em nome do meu partido, em nome do meu Estado.

 

Minha história política mostra isso, pelo menos em dois momentos, aliás, em três momentos. Então, na semana que vem, provavelmente, nós teremos uma definição. Mas, de novo, avançamos numa conversa política em que ele entende que eu sou um quadro relevante pra se somar no processo eleitoral de 2026.

 

Jornalista;  Como pensa a senhora?

 

Simone Tebet:  A partir do momento que, pra mim, política é missão, e eu disse pro presidente que a minha vontade, a minha missão tá acima da minha vontade política, a minha vontade passa a ser anulada. Não tem mais o que discutir, é aquilo que eu quero. Mas é aquilo que eu preciso fazer dentro de um processo.

 

O recado que eu dei pro presidente é óbvio, de novo, só discutimos a questão do Senado Federal. Eu, particularmente, entendo que São Paulo tem dois nomes de peso relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem, que têm condições de chegar, de levar, inclusive pra um segundo turno, havendo mais candidatos no pleito estadual, que é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Não entramos em detalhes, não foi essa discussão, eu tô aqui apenas externando aqui uma mera opinião.

 

Mas, de novo, é um projeto coletivo, então exige aí algumas movimentações que precisam ser feitas dentro e fora dos partidos políticos. Então não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos nem governo do estado de São Paulo, quero deixar isso claro. Só pra tirar um pouco, eu não dou entrevista nem on-off, vocês sabem disso, você me procurou quantas vezes, até te abandonei.

 

Não tô dando entrevista nem on-off, então fui surpreendida, inclusive, com umas matérias, dando a entender até que tinham falado comigo, que a meu ver foi de uma desonestidade, dizendo que havia imposto, não quero o termo, havia imposto uma série de exigências. Não discutir com o presidente nem que posto eu vou ocupar, quanto mais fazer qualquer tipo de ponderação. Política é isso, ou você serve a um projeto de país de corpo e alma, ou você não serve pra fazer política.

 

Jornalista:  Então, só pra deixar claro as coisas. O Senado que a senhora discutiu com o presidente foi pra disputar aqui em São Paulo?

 

 

Simone Tebet: Não, não houve esse detalhe, nós não chegamos nesse detalhe, eu me coloquei à disposição do presidente.

 

Como havia essas discussões, vai que ser candidato ao senado, vai ser candidato ao governo, vai ser candidato pro Mato Grosso, vai ser candidato a São Paulo, eu deixei claro pro presidente, presidente, eu vou deixar a minha vontade pessoal de lado, só ele sabe qual é, ele sabe porque eu disse, pra atender a um projeto político de país.

 

Ele não me respondeu qual é, ele não me disse onde eu tenho que jogar nesse tabuleiro eleitoral, ele apenas disse, olha, você é importante, vou precisar de você, eu vou ter outras conversas, depois a gente volta a conversar, mas nós vamos decidir isso ainda antes do carnaval e eu vou conversar até o final da semana de novo, aí te dou, enfim, um retorno, vamos conversar depois, tá bom?

 

 

Jornalista:  O convite do PSB teve mesmo, ministra?

 

 

Simone Tebet:  Mas isso foi lá atrás, sim, eu tenho um carinho muito grande por membros do PSB, a começar pelo próprio VPR, pelo vice-presidente, teve mais de uma vez no meu gabinete discutindo o projeto de país, discutindo o projeto de lei, da lei da paternidade, junto com Pedro Campos, outras demandas, pautas que nós temos muito em comum, eu e ela temos uma identidade, uma sinergia muito boa, já falou em nome de João Campos, isso é natural, teve do PSB como teve de outros partidos, até por WhatsApp, quero conversar, Simone, quando é que você pode conversar? Mas eu não estou discutindo isso, não está no meu radar agora, de novo, coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político, a única coisa que ele já falou e que eu já vim com essa certeza é que eu não fico, eu não permaneço no ministério, que, portanto, eu sou candidata a alguma coisa no processo de 2026, é a única certeza que eu tive até agora, obrigada. Ministra,

 

 

Jornalista:  ...já foi discutido, no caso de uma eventual reeleição do presidente Lula, se a senhora voltaria ao ministério?

 

Não, não, de novo, até agradeço a sua pergunta, quer dizer, eu jamais imporia qualquer condição para ser candidata a alguma coisa ou não, para mim política é missão, não era nem para eu estar no ministério, o presidente me convidou três vezes para eu aceitar o ministério de Planejamento, porque eu achava que a minha, o meu apoio a ele no segundo turno tinha que ter legitimidade, para ter legitimidade eu não podia ocupar cargo, eu escrevi no meu manifesto isso, um manifesto que está público nos jornais, ele mandou eu tirar, eu falei, presidente, eu vou tirar, mas eu não vou aceitar o ministério, porque não tem sentido, ele falou, mas tire, eu não quero que você coloque no seu manifesto, a única coisa que ele me pediu quando eu conversei com ele, do primeiro para o segundo turno, eu tirei, e depois de três tentativas, eu fui atender o convite do presidente Lula, dia 27 de dezembro, quatro dias antes da minha posse de ministra.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)