DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil o destaque será a PNAD Contínua
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(Brasília-DF, 30/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call“ da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil o destaque será a divulgação da PNAD Contínua emprego.
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Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -0,9%), diante da expectativa de nomeação de um novo presidente do Federal Reserve por Donald Trump nesta manhã, com apostas concentradas em Kevin Warsh. Os mercados permanecem na temporada de resultados, na expectativa do balanço de ExxonMobil para o 4T25, e das Big Techs Amazon e Alphabet na próxima semana. Ontem, Apple divulgou resultados melhores que o esperado com surpresa na venda de iPhones e na receita proveniente da China.
O índice pan-europeu opera em alta nessa manhã (Stoxx 600: +0,4%), e as bolsas chinesas fecharam em forte queda (HSI:-2,1%; CSI 300: -1,0%).
No Brasil, o destaque será a Pnad de dezembro, que deve seguir apontando a taxa de desemprego na mínima histórica, reforçando o diagnóstico de um mercado de trabalho aquecido. No campo fiscal, o governo divulgará o resultado do setor público consolidado, em que esperamos superávit de R$ 4,5 bilhões no mês, mas déficit de R$ 56,2 bilhões em 2025.
IBOVESPA -0,84% | 183.133 Pontos. CÂMBIO +0,23% | 5,19/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 0,8%, aos 183.133 pontos, interrompendo a sequência de recordes históricos de fechamento do índice. O dia começou em tom positivo, com os mercados locais reagindo à decisão do Copom, mas o movimento se inverteu ao longo da sessão, acompanhando o viés negativo dos mercados globais, que foram pressionados sobretudo pela reação ao resultado do 4T25 de Microsoft.
Prio (PRIO3, +2,0%) foi o destaque positivo do dia, beneficiada pela alta dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Suzano (SUZB3, -4,6%) recuou em mais um dia de apreciação do real, com o dólar fechando a R$ 5,19, movimento que tende a pressionar empresas exportadoras.
Nesta sexta-feira, a agenda internacional inclui a divulgação dos PMIs de manufatura e serviços referentes a janeiro nos Estados Unidos.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quinta-feira sem direcional único nos Estados Unidos. O movimento foi influenciado pelo ambiente de incertezas, diante do risco de shutdown com a proximidade do prazo final para aprovação de verbas nesta sexta-feira, além do adiamento da indicação do próximo presidente do banco central (Fed) por Donald Trump. Nesse contexto, as Treasuries oscilaram: os títulos de 2 anos fecharam em 3,6% (+2 bps); os de 10 anos, em 4,23% (-2 bps); e os de 30 anos, em 4,86% (0 bps).
No Brasil, as taxas de juros recuaram pelo sexto pregão seguido, após a sinalização do Copom, na quarta-feira (28), sobre a possibilidade de início da flexibilização monetária na próxima reunião. Além disso, o movimento foi impulsionado pelos dados do Caged de dezembro, que vieram mais fracos do que o esperado (‑618,2 mil vs. consenso Bloomberg ‑472,4 mil; XP (P) ‑505 mil). O DI jan/27 fechou a 13,48% (-4 bps), o DI jan/29 a 12,70% (-9 bps) e o DI jan/31 a 13,06% (-4 bps).
IFIX
O IFIX encerrou o pregão de quinta‑feira em queda de 0,14%, em movimento de correção após as altas consecutivas, mesmo diante do fechamento da curva de juros influenciado pela crescente possibilidade de início da flexibilização monetária na reunião de março. No desempenho setorial, os Fundos de Tijolo recuaram 0,11%, enquanto os Fundos de Papel registraram queda de 0,18%. Entre as maiores altas do dia, destacaram‑se OUJP11 (+3,1%), PVBI11 (+1,7%) e BBIG11 (+1,4%). No campo negativo, as principais baixas foram URPR11 (-4,0%), HSLG11 (-3,2%) e DEVA11 (-2,2%).
Economia
O Senado dos Estados Unidos bloqueou o avanço de um amplo pacote de financiamento do governo, aumentando o risco de um shutdown. Negociações de última hora discutem um arranjo temporário para financiar as demais agências até setembro. Sobre o Fed (banco central), Trump deve anunciar seu indicado ainda hoje. No Brasil, o relatório do Caged registrou destruição líquida de 618,2 mil vagas formais em dezembro, resultado significativamente pior do que o esperado. Porém, o cenário de taxa de desemprego historicamente baixa e salários em alta permanece.
Na agenda internacional, os destaques ficam por conta da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos e do PMI da China — indicadores de sondagem empresarial que ajudam a captar o pulso da atividade econômica.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)