31 de julho de 2025
BANCO MASTER

Haddad disse que sabia de narrativas sobre o Banco Master, que nunca conversou com Campos Neto sobre o caso e foi Gabriel Galípolo que “percebeu o tamanho do abacaxi que ele tinha para descascar, viu que a situação era muito "grave”.

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Por Política Real com assessoria
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Fernando Haddad fala aos jornalistas à porta do Ministerio da Fazenda Foto: imagem de streaming

(reeditado) 

(Brasília-DF, 29/01/2026)  O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã desta quinta-feira, 29, na conversa com os jornalistas à porta da sede da pasta na Esplanada dos Ministérios, que tinha conhecimento de narrativas sobre o Banco Master, que nunca foi procurado por  Daniel Vorcaro, sócio majoritário.

Haddad disse que nunca tratou do assunto com o presidente anterior do Banco Central, Eduardo Campos Neto, pois não existia interlocução entre eles.  Haddad disse que a situação sobre o Master só ficou clara quando o novo diretor geral do BC, Gabriel Galípolo, chegou ao cargo e viu o tamanho do “abacaxi” e que era “: grave”.

 

Veja destalhes da transcrição dessa parte da conversa de Haddad com os jornalistas:

Jornalista:  Agora, a situação do Banco Master, apesar das investigações nelas serem de novembro, que a gente tem ali o estourar da operação e tudo mais, é uma situação que já vinha de muito tempo. Eles já ofereciam CDBs com taxas muito acima das de mercado há bastante tempo. E na outra gestão, inclusive, do Banco Central, isso já acontecia.

O senhor, em algum momento, teve algum espaço com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, em que dividiu essa questão, algum tipo de possível preocupação do Ministério da Fazenda?

 

Fernando Haddad:   Olha, na verdade, não houve diálogo do Banco Central com o Ministério da Fazenda a não ser a partir da posse do Gabriel Galipolo. Aí, o Gabriel, logo que assumiu, percebeu o tamanho do abacaxi que ele tinha para descascar, viu que a situação era muito grave. Em poucos meses, envolveu o Ministério da Polícia Federal, porque havia suspeitas graves de fraude em carteiras.

 

E quando você detecta uma fraude que envolveu o Banco do Brasil, o BRB, aí não tem muito como manter no interior do Banco Central o problema. Não estamos falando de má gestão, estamos falando de crime.

 

 

Jornalista:  Em algum momento, o empresário Daniel Vorcaro lhe procurou ou teve alguma reunião com o senhor, a nível institucional, para apresentar os projetos do banco? O senhor tem o costume de encontrar com representantes de bancos como ministro da Fazenda.

 

Isso acontecia em algum momento?

 

 

Fernando Haddad:  Eu sequer conhecia a imagem dele. Não sabia do problema do banco. Tinha uma disputa de narrativa acontecendo.

 

Alguns diziam que era uma grande instituição financeira que estava surgindo e que isso estava incomodando a concorrência e tudo mais. E outros diziam que o negócio não era sustentável, que ia estourar. Então, ao longo do tempo, tinha uma disputa de narrativa.

 

Mas logo que o Gabriel assumiu, essa questão se desfez, porque o Gabriel se debruçou sobre o assunto e logo percebeu o tamanho do problema.

 

 

Jornalista:  O ministro, é uma expectativa de que o rombo do BRB pode chegar a 5 bilhões de reais? O senhor já conhece como é que tem relação a isso? O Banco Central já sabe de fato o rombo?

 

 

Fernando Haddad:  Então, veja bem, são dois episódios diferentes. O primeiro episódio é o da venda da carteira fraudada.

 

A venda da carteira fraudada, o subministro da gestão do Gabriel que pronto ensejou o envolvimento do Ministério Público e da Polícia Federal na fraude.

 

Depois, eles tentaram reverter a situação, trocando a carteira fraudada por outros ativos. Então, agora tem uma outra investigação em curso, que é o valor dos ativos dados em substituição à carteira fraudada.

 

E eu estou sabendo pelo noticiário que parece que esses ativos não valem aquilo que deveriam para a substituição da carteira inicial. Então, são dois problemas em momentos diferentes. Esse segundo problema é uma apuração mais recente.

 

Eu não tenho informação precisa do tamanho do problema. E mais uma pergunta, ministro. Desse segundo problema.

 

( da redação com informações de assessoria e IA. Edição: Política Real)