31 de julho de 2025
CHINA/REINO UNIDO

Xi Jinping diz ao Primeiro Ministro do Reino Unido que eles devem fortalecer laços, fortalecer o multilateralismo, o direito internacional para que mundo não corra o risco de regredir à lei da selva

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Por Politica Real com agências
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Xi e Starmer em Pequim Foto: X de Stamer

Com agências

(Brasília-DF, 29/01/2026) Nesta quinta-feira, 29, presidente chinês, Xi Jinping, disse a Keir Starmer, primeiro ministro do Reino Unido ,que os países devem trabalhar juntos em questões de estabilidade global, mudanças climáticas e outros temas. Stamer começa hoje uma visita de Estado à China.

"Há muito tempo deixei claro que o Reino Unido e a China precisam de uma parceria estratégica abrangente, consistente e de longo prazo", afirmou.

Xi disse que a relação da China com o Reino Unido passou por "reviravoltas" que não atenderam aos interesses de nenhum dos dois países.

O presidente chinês pediu que os países fortaleçam as relações para enfrentar os desafios geopolíticos.

"A atual conjuntura internacional é complexa e intrincada. Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e grandes economias globais, a China e o Reino Unido precisam fortalecer o diálogo e a cooperação", disse Xi.

Na principal agência de notícias da China foi dito que o presidente chinês Xi Jinping pediu que a China e o Reino Unido, como defensores do multilateralismo e do livre comércio, defendam e pratiquem conjuntamente o verdadeiro multilateralismo.

Xi fez essas declarações em seu encontro com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em visita a Pequim, acrescentando que o direito internacional só pode ser verdadeiramente eficaz quando todos os países o respeitam.

Ele também afirmou que os países mais desenvolvidos devem assumir a liderança, em particular, caso contrário, o mundo corre o risco de regredir à lei da selva.

Keir Starmer chega em Pequim

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Starmer, do Partido Trabalhista do Reino Unido, tinha um encontro marcado com o primeiro-ministro Li Qiang ainda nesta quinta-feira.

Na sexta-feira, Starmer e uma delegação de cerca de 60 representantes dos setores empresarial, esportivo e cultural seguirão para Xangai, a capital financeira da China, para conversas com executivos.

China corteja aliados dos EUA em meio à turbulência de Trump

Após vários anos, principalmente durante o auge da pandemia de coronavírus, em que o governo chinês fez e solicitou pouquíssimas visitas ao exterior, Pequim estendeu convites a uma série de líderes internacionais nos últimos meses.

Delegações da França, Coreia do Sul, Irlanda e Finlândia visitaram a China durante o inverno.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, esteve lá poucos dias antes de causar surpresa internacional com seu discurso incisivo no Fórum Econômico Mundial em Davos e suas críticas pouco veladas a Trump. Trump, posteriormente, ameaçou impor tarifas exorbitantes ao Canadá caso Carney prosseguisse com um acordo bilateral negociado durante sua visita, embora apenas em uma de suas muitas postagens, frequentemente exageradas, nas redes sociais.

No final de fevereiro, o chanceler alemão, Friedrich Merz, tem sua própria visita agendada a Pequim.

Essa onda de diplomacia ocorre depois que a China e os Estados Unidos tiveram uma disputa tarifária e comercial no ano passado — na qual Pequim conseguiu uma rápida retirada dos EUA — e antes da viagem planejada de Trump à China, agendada para o início de abril.

( da redação com informações da DW. AFP, AP. Edição: Política Real)