DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, um dia sem índices mas vai se falar muito do Orçamento de 2025
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(Brasília-DF, 21/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil não haverá agenda de divulgação de índices, mas vai se falar muito da aprovação do Orçamento 2025.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,3%), após perdas em todos os principais índices na quinta-feira, enquanto o S&P tenta encerrar uma sequência de 4 semanas de perdas. As taxas das Treasuries estão caindo, com os rendimentos de 10 e 2 anos recuando pouco mais de 1 bp, devido às incertezas em relação à economia americana e ao nível de inflação do país.
Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -0,7%), com as empresas de turismo e viagens liderando as quedas, após o aeroporto de Heathrow, em Londres, ser fechado por conta de um incêndio em uma subestação elétrica nas proximidades. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -1,5%; HSI: -2,2%), por conta das incertezas econômicas nos EUA.
Economia
A inflação ao consumidor no Japão arrefeceu ligeiramente em relação ao mês anterior (3,7% ante 4,0%). No entanto, o núcleo da inflação, que exclui preços de alimentos frescos e energia, aumentou de 2,5% em janeiro para 2,6% em fevereiro, ainda acima da meta de 2% perseguida pelo banco central japonês (BoJ). A leitura reforça a percepção de uma nova alta de juros nas próximas reuniões de política monetária do BoJ. Nos Estados Unidos, dados de vendas de casas existentes subiram acima do esperado e continuaram mostrando a resiliência do setor imobiliário ante as flutuações econômicas globais. No Brasil, o Congresso aprovou o Orçamento de 2025, que prevê um superávit de R$ 15 bilhões. A pedido do governo, foram feitos ajustes nas despesas que somam aproximadamente R$ 40 bilhões, com destaque para o corte de R$ 7,7 bilhões no bolsa-família.
Agenda relativamente calma nesta sexta-feira. Teremos apenas o discurso do presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, em um evento macroeconômico no Caribe, e a divulgação do índice de confiança do consumidor na Zona do Euro para março.
IBOVESPA-0,38% | 132.008 Pontos. CÂMBIO +0,51% | 5,67/USD
Ibovespa
Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,4%, aos 131.955 pontos, interrompendo uma sequência de seis pregões consecutivos de alta do índice. Os investidores reagiram à decisão de juros do Copom, que indicou um novo aumento de menor magnitude na taxa Selic para a próxima reunião do comitê, contribuindo para um movimento de abertura na curva de juros.
O principal destaque positivo do dia foi Minerva (BEEF3, +8,4%), após a divulgação dos resultados do 4T24 da companhia, que vieram acima das expectativas (veja aqui o comentário dos nossos analistas). Já o destaque negativo foi Embraer (EMBR3, -6,7%), em potencial movimento de realização de lucros, interrompendo a tendência positiva do papel, que sobe mais de 20% nos últimos 30 dias.
Nesta sexta-feira, o destaque da agenda econômica será a divulgação dos dados de confiança do consumidor de março na Zona do Euro.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com forte abertura na curva. No Brasil, a decisão de alta de 100 bps pelo Copom, acompanhada pela sinalização de nova elevação de juros, levou o mercado a interpretar a decisão e a comunicação do BC como duras, gerando pressão de alta nos rendimentos da parte curta da curva. Além disso, a grande oferta vista no leilão de prefixados do Tesouro teve alocação quase integral, o que abriu espaço para a realização de lucro por parte dos investidores, estendendo o aumento dos rendimentos para os outros vértices. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,87% (+14,8bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,7% (+29,4bps); DI jan/29 em 14,44% (+31,5bps); DI jan/31 em 14,59% (+29,7bps).
Na Inglaterra, a autoridade monetária decidiu pela manutenção da taxa de juros em 4,5%, ressaltando a preocupação com a crescente incerteza global. Nos EUA, tendo deslocado as atenções para a decisão de política monetária do Fed, os investidores se voltaram para o dia 2 de abril, a data na qual as tarifas de reciprocidade entrarão em vigor. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,95% (-4,0bps), enquanto os de dez anos em 4,24% (-1,0bp).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira com uma alta de 0,11%, consolidando a tendência positiva observada nas últimas semanas ao alcançar o décimo quarto pregão consecutivo de valorização. O avanço do índice foi impulsionado pelo desempenho tanto dos FIIs de Papel quanto dos FIIs de Tijolo, que registraram uma valorização média de 0,24% e 0,22%, respectivamente, no dia. Entre os destaques positivos, figuraram TRBL11 (4,7%), BLMG11 (3,6%) e TGAR11 (2,7%). Por outro lado, os destaques negativos foram WHGR11 (-1,7%), VGHF11 (-1,4%) e RBRL11 (-1,4%).
Não há eventos ou indicadores econômicos esperados no Brasil.
](da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)\