31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para resultado da reunião do Copom

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 19/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório  “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para divulgação dos juros após reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, ao final do dia.

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Nesta quarta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,3%), enquanto investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). As taxas das Treasuries apresentam pouca variação pela manhã, com os títulos de 10 e 2 anos avançando menos de 1 bp, também em função da decisão do Fed sobre a política monetária norte-americana.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,1%), após uma reforma política histórica na Alemanha e desenvolvimentos sobre um cessar-fogo na Ucrânia, além de expectativas em torno de atualizações importantes sobre política monetária. Na China, as bolsas fecharam com leve alta (CSI 300: +0,1%; HSI: +0,1%), após as perdas nas bolsas norte-americanas.

Nos EUA, o presidente Trump afirmou ter alcançado um acordo de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, revertendo o movimento de alta na taxa das Treasuries após a produção industrial americana ter subido 0,7% em fevereiro, acima do esperado pelo consenso (+0,3%). Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,04 % (-2,0bps), enquanto os de dez anos em 4,31% (-2,0bps).

IBOVESPA +0,48% | 131.475 Pontos. CÂMBIO -0,25% | 5,67/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

Na terça-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,5%, aos 131.475 pontos, em seu quinto pregão consecutivo de alta, enquanto os investidores aguardam pelas decisões de juros no Brasil e nos EUA e em meio a um desempenho positivo dos ativos locais, com uma desvalorização do dólar e fechamento da curva de juros.

O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi JBS (JBSS3, +17,9%), após seu acionista controlador, a J&F Investimentos (J&F), estabelecer um acordo com o BNDESPar que remove um possível obstáculo para a aprovação da listagem dual da companhia (veja aqui o comentário dos nossos analistas). Já a B3 (B3SA3, -3,1%) ficou entre os destaques negativos, em movimento técnico, após alta de 20,3% na semana passada.

Nesta quarta-feira, os destaques da agenda econômica serão as decisões de juros no Brasil e nos EUA. Mais tarde, nossos especialistas comentarão as decisões ao vivo, a partir das 19h30, no canal da XP no YouTube. Pela temporada de resultados do 4T24, teremos Guararapes, Lavvi, Mater Dei, Minerva, Moura Dubeux, PetroReconcavo, Positivo, Randoncorp e Unifique.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, o governo anunciou a proposta de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil, apresentando em conjunto medidas de compensação fiscal para a isenção, o que foi bem aceito pelo mercado. Com sinais recentes de arrefecimento econômico, parte dos investidores passou a precificar uma postura mais flexível do Copom (Comitê de Política Monetária) em relação à taxa Selic.  Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,73% (- 1,5bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,42% (- 5bps); DI jan/29 em 14,2% (- 9,1bps); DI jan/31 em 14,38% (- 7,7bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira com alta de 0,52%, registrando o décimo segundo pregão consecutivo de valorização, em meio ao início de um encaminhamento entre o governo e o Congresso para a manutenção da isenção de imposto sobre as receitas dos FIIs e Fiagros. A valorização do índice foi impulsionada, principalmente, pelo desempenho dos FIIs de Tijolo, que apresentaram uma valorização média de 0,97% no dia, refletindo também o fechamento da curva de juros. Os FIIs de Papel também registraram uma boa performance média, embora mais discreta (+0,35%). Entre os destaques positivos, figuraram SARE11 (10,6%), RECT11 (6%) e XPIN11 (4,3%). Por outro lado, entre os destaques negativos, estiveram RBVA11 (-1,7%), KIVO11 (-1,5%) e PORD11 (-0,9%).

Economia

Nos Estados Unidos, destaque para a decisão de política monetária do Federal Reserve. O mercado espera manutenção da taxa básica de juros no intervalo entre 4,25% e 4,50%, após corte de 0,25 p.p. na reunião de janeiro. As últimas semanas foram marcadas pela ampliação de incertezas sobre a atividade econômica e a inflação prospectiva no país. Ontem a produção industrial de fevereiro foi divulgada e trouxe surpresas altistas, especialmente do lado da indústria de transformação. Ainda no cenário internacional, o banco central japonês interrompeu o ciclo de alta de juros e manteve a taxa básica em 0,50%, após incertezas crescentes sobre a política comercial dos Estados Unidos.

No Brasil, destaque para a decisão de juros pelo Banco Central. O mercado espera, unanimemente, que o Copom eleve a taxa Selic em 1 p.p., de 13,25% para 14,25%, conforme sinalizado nas comunicações recentes da autoridade. Esperamos que o Copom sinalize continuidade no processo de aperto monetário adiante. Nosso cenário base contempla, para além do movimento de hoje, altas adicionais de 0,75 p.p. e 0,50 p.p., elevando a taxa Selic para 15,50% em junho. No entanto, caso a atividade desacelere além do esperado e/ou a taxa de câmbio se estabilize nos atuais patamares, o BCB pode optar por encerrar o ciclo de alta já em maio.

O governo apresentou proposta para isenção de Imposto de Renda sobre trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês e estipula a compensação das perdas de receitas com a exigência de pagamento de uma alíquota mínima de IR pelos contribuintes classificados como “super ricos” pela Receita Federal. No geral, será necessário aguardar a divulgação dos detalhes do projeto de lei e, acima de tudo, que o governo demonstre seus cálculos. Por enquanto, nossa avaliação preliminar é de que os números fazem sentido, mas ainda vamos aprofundar nossa análise.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)