31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para apresentação do projeto de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 18/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais com sinais mistos e no Brasil atenção para anuncio do projeto de isenção de IR para R$ 5 mil.

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Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros dos Estados Unidos apresentam pouca variação (S&P 500: 0%; Nasdaq 100: -0,1%), após duas sessões de alta que aliviaram o recente sell-off dos mercados. As taxas das Treasuries estão mistas pela manhã, com o rendimento do título de 10 anos recuando 1 bp e o do título de 2 anos avançando 3 bps, após os dados de vendas no varejo e enquanto aguardam a decisão de política monetária da semana.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,8%), impulsionadas pela expectativa da votação da reforma da dívida alemã, que visa possibilitar maiores gastos com defesa. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: +0,3%; HSI: +2,5%), após as ações de tecnologia dispararem, com destaque para a Baidu, que subiu 11,8% devido ao anúncio de um novo modelo de IA.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira com alta de 0,23%, registrando o décimo primeiro pregão consecutivo de valorização. Esse movimento foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho dos FIIs de Tijolo, que apresentaram uma valorização média de 0,29% no dia, refletindo o fechamento da curva de juros. Por outro lado, os FIIs de Papel tiveram uma performance média de 0,11%. Entre os destaques positivos, figuraram KIVO11 (4%), RBRL11 (2,6%) e RBVA11 (2,5%). Já entre os destaques negativos, estiveram RBFF11 (-3,5%), GZIT11 (-3,2%) e KISU11 (-3%).

Economia

A câmara baixa do parlamento alemão deverá votar hoje uma proposta de aumento significativo de espaço para o governo se endividar, visando financiar um aumento nos gastos públicos com defesa. Os analistas de mercado acreditam que a expansão fiscal poderá impulsionar a maior economia da Europa e estimular o crescimento em toda a região. Nos EUA, o presidente Donald Trump tem um telefonema agendado para hoje com o presidente russo, Putin, visando o progresso das negociações de paz na região.

Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,06 % (+4,0bps), enquanto os de dez anos permaneceram estáveis em 4,31%.

IBOVESPA +1,5% | 130.384 Pontos.   CÂMBIO -1,0% | 5,68/USD

Ibovespa

Na segunda-feira, o Ibovespa avançou 1,5%, aos 130.834 pontos, registrando sua quarta alta diária consecutiva e com 71 dos 87 papéis do índice fechando em território positivo. No cenário doméstico, tivemos dados econômicos melhores do que o esperado, com o IBC-Br de janeiro surpreendendo positivamente e uma queda nas expectativas de inflação do Boletim Focus. Já no cenário externo, o dólar seguiu em tendência de desvalorização, terminando o dia em R$ 5,68, seu menor nível desde novembro de 2024.

As ações do Magazine Luíza (MGLU3, +5,6%) ficaram entre os principais destaques positivos do dia, continuando o movimento de alta do papel na sexta-feira, impulsionado pela divulgação dos resultados do 4T24 (veja aqui mais detalhes). Já a Natura (NTCO3, -3,2%) ficou na ponta negativa, também ainda repercutindo os resultados do 4T24 (veja aqui o comentário dos nossos analistas), após queda de 29,9% na sexta-feira, em sua maior desvalorização diária da história.

Nesta terça-feira, os destaques da agenda econômica serão os dados de produção industrial referente a fevereiro nos EUA e a decisão de juros no Japão. Pela temporada de resultados do 4T24, teremos Blau, Ecorodovias, Energisa, Frasle Mobility, StoneCo. e Taesa. O foco da semana está nas reuniões de decisão de política monetária do FOMC e do Copom, ambas na quarta-feira.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, sinalizações de desaquecimento econômico vindas da semana anterior, o recuo do câmbio para nível abaixo de R$ 5,70/US$ e a indicação do governo de que o Bolsa Família não receberá reajuste em 2025 contribuíram para a redução dos rendimentos. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,75% (- 0,4bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,49% (- 7,5bps); DI jan/29 em 14,32% (- 12,2bps); DI jan/31 em 14,5% (- 8,6bps). Na China, o governo anunciou um plano visando impulsionar o consumo da população, estabilizar o mercado acionário e desenvolver novos bonds voltados para os investidores individuais.

No Brasil, o presidente Lula enviará nesta terça ao Congresso um projeto de lei aumentando o limite de isenção do Imposto de Renda para R$ 5.000 por mês para pessoas físicas. O governo estima que a isenção mais ampla do IR para pessoas físicas terá um impacto fiscal de R$ 25 bilhões em 2026. O mercado prestará atenção às medidas adicionais que o governo proporá para compensar esse impacto. O IBC-Br (proxy do PIB) ficou acima do esperado em janeiro. E publicamos ontem nosso Esquenta do Copom, em que argumentamos que o comitê de política monetária do BCB deve sinalizar ajuste adicional após o esperado aumento de 1 p.p. na taxa Selic esta semana.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)