31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e mercado atento a semana da votação do orçamento e apresentação de projeto da isenção do IR até R$ 5 mil

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Mercados em leve queda

(Brasília-DF, 17/03/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”:  da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para a semana de votação do Orçamento e apresentação do projeto de isenção do importo de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,4%), à medida que as dificuldades que afetaram as bolsas americanas na semana passada persistem. As taxas das Treasuries apresentam movimento misto pela manhã, com o rendimento do título de 10 anos avançando 2 bps, enquanto o de 2 anos permanece estável. Investidores aguardam os dados de vendas no varejo e se preparam para a decisão de política monetária desta semana.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,3%) antes da votação da reforma da dívida alemã, embora os investidores permaneçam atentos à volatilidade dos mercados globais. Na China, os mercados acionários fecharam mistos (CSI 300: -0,2%; HSI: +0,8%), após o governo chinês anunciar no domingo um “plano de ação especial para estimular o consumo”. Além disso, as vendas no varejo do país cresceram 4,0% A/A em janeiro, superando as expectativas.

Na agenda internacional desta semana, destaque para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na quarta-feira. O mercado espera manutenção da taxa básica de juros no intervalo entre 4,25% e 4,50%, após corte de 0,25 p.p. na reunião de janeiro. Na agenda doméstica, o principal evento econômico também será a decisão de juros pelo Banco Central. O mercado espera, unanimemente, que o Copom eleve a taxa Selic em 1 p.p., para 14,25%. O Banco Central também publica hoje o Boletim Focus e o IBC-Br, indicador que serve como uma proxy mensal para o PIB.   

IBOVESPA +2,64% | 128.957 Pontos.   CÂMBIO -1,02% | 5,74/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 3,1% em reais e 4,3% em dólares, aos 128.957 pontos.

O destaque positivo da semana foi Magazine Luiza (MGLU3, +22,1%), impulsionada pela divulgação de resultados fortes no 4T24 (veja mais detalhes aqui).

Por outro lado, Natura (NTCO3, -28,9%) foi o destaque negativo, apresentando o pior desempenho diário de sua história, refletindo a reação negativa aos seus resultados do 4T24, com a lucratividade como principal ponto de atenção (veja aqui o comentário dos nossos analistas).

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com fechamento ao longo da curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2035 e 2026 saiu de -18,00 bps pontos-base (bps) na sexta-feira anterior para -16,00 bps na última semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. As taxas de juro real tiveram redução, com os rendimentos das NTN-Bs com vencimento em 2030 consolidando-se em patamares próximos a 7,73% a.a. (vs. 7,80% a.a. na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 14,73% (-1,00 bp no comparativo semanal); DI jan/31 em 14,58% (-7 bps), e o dólar terminou em R$ 5,74/US$ (-0,8%).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sexta-feira com uma alta de 0,76%, acumulando uma valorização de 1,63% na semana. Esse movimento foi impulsionado pelo desempenho tanto dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de Papel quanto dos FIIs de Tijolo, que apresentaram uma valorização média de 0,95% e 0,87% no dia, respectivamente. Entre os destaques positivos, estiveram JSAF11 (5,8%), BCRI11 (4,2%) e BBIG11 (4,2%). Por outro lado, os destaques negativos foram LIFE11 (-2,6%), CYCR11 (-0,9%) e BPML11 (-0,8%).

Economia

Sinais mistos na atividade econômica da China. As vendas varejistas cresceram 4,0% em janeiro e fevereiro de 2025 comparado ao mesmo período de 2024, em linha com as expectativas de mercado. Medidas governamentais de estímulo, com foco nos segmentos de eletrodomésticos e eletrônicos, parecem ter puxado esse desempenho. A China publica os dados de janeiro e fevereiro conjuntamente de modo a suavizar os efeitos do feriado do Ano Novo Lunar. Além disso, a produção industrial subiu 5,9% nos primeiros dois meses de 2025, desacelerando em relação à expansão de 6,2% em dezembro, enquanto os investimentos no setor imobiliário contraíram 9,8% no período. A taxa de desemprego subiu para 5,4% em fevereiro, o patamar mais alto em dois anos. A recuperação econômica tende a continuar nos próximos meses, mas “ventos contrários” do cenário internacional podem pesar sobre a atividade chinesa, com destaque às políticas tarifárias dos EUA.

No Brasil, as vendas no varejo ampliado cresceram 2,3% em janeiro ante dezembro, acima das expectativas (XP: 1,4%; mercado: 1,5%). O resultado veio após contração acumulada de 3% no último bimestre de 2024. As atividades do varejo mais sensíveis ao crédito mostraram alívio no início de 2025, mas a tendência de desaceleração continua. O consumo de bens deve enfraquecer ao longo do ano, em linha com o aumento da inflação, a política monetária contracionista e certa acomodação no mercado de trabalho. Prevemos alta de 1,8% para as vendas no varejo ampliado em 2025, abaixo dos 4,1% registrados em 2024.  

No campo fiscal, o Congresso deve votar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) nesta semana, incluindo ajustes em despesas como “Auxílio Gás”, benefícios previdenciários e “Bolsa Família”. Ademais, o governo tende a apresentar o projeto de lei que trata da reforma do Imposto de Renda, com a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A compensação deve ser baseada principalmente na imposição de uma alíquota mínima efetiva para rendas mais altas.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)