31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Jair Bolsonaro, em ato em Copacabana, diz que não vai deixar o Brasil se for condenado, Bolsonaro disse que já tem apoio do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para votar a anistia de condenador do 8 de janeiro

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( Publicada originalmente às 14h 50 do dia 16/03/2025) 

Com agências.

(Brasília-DF, 17/03/2025) Durante o ato realizado na Praia de Copacabana, na manhã deste domingo, 16, na cidade do Rio de Janeiro(RJ), convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em defesa da anistia aos condenados por invadir e destruir os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023, o ex-presidente, que também corre risco de ser condenado pelo STF, afirmou que não fugirá do Brasil para evitar uma eventual prisão ordenada pelo STF.

“O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, disse. Bolsonaro, que atualmente está inelegível, afirmou que não tem “obsessão pelo poder”, mas tem “paixão pelo Brasil”.

Ele fez questão de afirmar que um dos principais presidente de partido do Centrão está com ele.

"Eu, inclusive, há poucos dias, tinha um velho problema e resolvi com o Kassab em São Paulo. Ele está ao nosso lado com sua bancada para aprovar a anistia em Brasília”, disse. Gilberto Kassab é o presidente nacional do PSD.

Ele admitiu a possibilidade de não participar da próxima eleição presidencial. “Estamos deixando muitas pessoas capazes de me substituir”.

Ele ainda se esquivou da acusação de tentativa de golpe atribuída a ele. Afirmou que, por estar nos Estados Unidos na ocasião, não poderia ter participado de uma trama para impedir que Lula, que o derrotou nas eleições de 2022, assumisse a Presidência. Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado agravado pelo emprego de violência e deterioração de patrimônio tombado da União.

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O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, que por decisão do ministro Alexandre de Moraes, pode voltar a manter contato pessoal com o ex-presidente Bolsonaro, defendeu um “Volta Bolsonaro” pois tanto a carne como o ovo ficaram caros.

“Vocês fizeram do PL o maior partido do Brasil!”, disse.

Os bolsonaristas ocuparam cerca de 300 metros da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, na altura do Posto 4. O Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a Organização Não Governamental (ONG) More in Common calcularam a presença de 18 mil pessoas no ato deste domingo. Um software de inteligência artificial fez os cálculos a partir de fotos aéreas do público no horário de pico do ato, ao meio-dia.

O ato contou com a participação de quatro governadores. Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC), Mauro Mendes (MT) e Tarcísio de Freitas (SP).

( da redação com informações de redes sociais e agências. Edição: Política Real)