Ataques dos EUA aos rebeldes Houthis mataram 32 civis no Iêmen; Houthis anunciaram que vão retaliar os EUA
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( Publicada originalmente às 09h 00 do dia 16/03/2025)
Com agências.
(Brasília-DF, 17/03/2024). Nesse sábado, 15, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou e realizou ataques contra o grupo rebelde Houthi apoiado pelo Irã no Iémen e emitiu um novo aviso.
Os rebeldes Houthi dizem que pelo menos 32 civis foram mortos depois dos ataques áreaos.
Trump ameaçou usar "força letal esmagadora" até que o grupo apoiado pelo Irã cesse os seus ataques à navegação ao longo de um corredor marítimo vital.
"Os nossos bravos combatentes estão neste momento levando a cabo ataques aéreos contra as bases, os líderes e as defesas antimísseis dos terroristas para proteger a navegação, os meios aéreos e navais americanos e para restaurar a liberdade de navegação", disse Trump numa publicação na sua plataforma, Truth Social. "Nenhuma força terrorista impedirá as embarcações comerciais e navais americanas de navegar livremente pelas vias navegáveis do mundo".
O presidente dos EUA também advertiu o Irã para deixar de apoiar o grupo rebelde, prometendo responsabilizar totalmente o país pelas ações dos seus representantes na região.
As ações se dão duas semanas depois de Trump ter enviado uma carta aos líderes iranianos oferecendo um caminho para reiniciar as conversações bilaterais entre os países sobre o programa nuclear de Teerã, que avança rapidamente. Trump afirma que não permitirá que o programa de Teerã se torne operacional.
Os Houthis relataram explosões nos seus territórios, especialmente na capital, Sanaa, e na província nortista de Saada, o reduto dos rebeldes na fronteira com a Arábia Saudita.
Imagens online mostram nuvens de fumaça negra sobre a zona do complexo aeroportuário de Sanaa, que inclui uma vasta instalação militar. Os Houthis também relataram ataques aéreos no início do domingo nas províncias de Hodeida, Bayda e Marib.
Os números mais recentes dão conta de pelo menos 32 mortos, incluindo várias mulheres e crianças, e 101 pessoas feridas, principalmente em Sanaa e Saada.
Nasruddin Amer, vice-chefe do gabinete de imprensa dos Houthi, disse que os ataques aéreos não os vão dissuadir e que vão retaliar contra os EUA.
"Sanaa continuará a ser o escudo e o apoio de Gaza e não a abandonará, independentemente dos desafios", acrescentou nas redes sociais.
Os ataques aéreos surgem dias depois de os Houthis terem dito que iriam retomar os ataques a navios israelitas que navegam ao largo do Iémen, em resposta ao último bloqueio de Israel a Gaza. Os Houthis descreveram o aviso como afetando o Mar Vermelho, o Golfo de Aden, o Estreito de Bab al-Mandeb e o Mar Arábico.
Desde então, não foram registados ataques dos Houthi.
Os Houthis atacaram mais de 100 navios mercantes com mísseis e drones, afundando dois navios e matando quatro marinheiros, durante a sua campanha contra navios militares e civis entre o início da guerra entre Israel e o Hamas, no final de 2023, e janeiro deste ano, quando o cessar-fogo em Gaza entrou em vigor.
Os ataques aumentaram a visibilidade dos Houthis, que enfrentam problemas económicos e outros no seu país, no meio de uma guerra estagnada que dura há uma década e que dilacerou a nação mais pobre do mundo árabe.
( da redação com agências. Edição: Política Real)