31 de julho de 2025
Brasil e Economia

Resultado primário de janeiro apresentou superávit, informa BC; Dívida Líquida do setor público foi de 60,8% do PIB

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(Brasília-DF, 14/03/2025) Na manhã desta sexta-feira, 14, o Banco Central divulgou Estatísticas Fiscais com os dados atualizados até janeiro de 2025.

​O resultado primário do setor público consolidado foi superavitário em R$104,1 bilhões em janeiro de 2025, ante superávit de R$102,1 bilhões no mesmo mês de 2024.

No mês, o Governo Central e os governos regionais registraram superávits respectivos de R$83,1 bilhões e de R$22,0 bilhões, e as empresas estatais, déficit de R$1,0 bilhão. Em doze meses, o setor público consolidado obteve déficit de R$45,6 bilhões, equivalente a 0,38% do PIB e 0,02 p.p. inferior ao déficit registrado nos doze meses até dezembro de 2024.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$40,4 bilhões em janeiro de 2025, comparativamente a R$79,9 bilhões em janeiro de 2024.

Contribuiu para essa redução o resultado das operações de swap cambial (perda de R$10,0 bilhões em janeiro de 2024 e ganho de R$36,0 bilhões em janeiro de 2025). No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$910,9 bilhões (7,67% do PIB) em janeiro de 2025, comparativamente a R$745,9 bilhões (6,77% do PIB) nos doze meses até janeiro de 2024.

​O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi superavitário em R$63,7 bilhões em janeiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$956,5 bilhões (8,05% do PIB), ante déficit nominal de R$998,0 bilhões (8,45% do PIB) em dezembro de 2024.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP atingiu 60,8% do PIB (R$7,2 trilhões) em janeiro, reduzindo-se 0,4 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos do superávit primário (redução de 0,9 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,4 p.p.), da valorização cambial de 5,8% (aumento de 0,7 p.p.) e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,3 p.p.).

A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 75,3% do PIB (R$8,9 trilhões) em janeiro de 2025, redução de 0,8 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Essa evolução no mês decorreu, principalmente, dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,8 p.p.), da variação do PIB nominal (redução de 0,5 p.p.), do efeito da valorização cambial (redução de 0,3 p.p.) e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,7 p.p.).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)