DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para a Pesquisa Mensal de Serviços pelo IBGE
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(Brasília-DF, 13/03/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve queda e no Brasil atenção para Pesquisa Mensal de Serviços pelo IBGE.
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Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros dos índices dos Estados Unidos operam em leve queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,01%) após uma sessão de ganhos, em meio a mais uma semana turbulenta para as bolsas americanas. As taxas das Treasuries apresentam pouca variação pela manhã, enquanto os investidores aguardam a divulgação do PPI.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%), após iniciarem as negociações em queda, à medida que as políticas tarifárias de Trump desestabilizam as relações comerciais globais. Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,4%; HSI: -0,6%), mesmo após dados de inflação mais moderados nos EUA impulsionarem os principais índices americanos no pregão de ontem.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira com uma alta de 0,36%, impulsionado principalmente pelo desempenho dos FIIs de tijolo, que registraram uma valorização média de 0,54% no dia. Por outro lado, os FIIs de papel apresentaram uma performance média de 0,27%. Entre os destaques positivos, figuraram BPML11 (4,1%), PATL11 (4,1%) e AIEC11 (3%). Já entre os destaques negativos, estiveram VRTA11 (-2,2%), VGIP11 (-2,1%) e TVRI11 (-1,7%).
Economia
Nos Estados Unidos, o CPI avançou 0,2% no mês passado, a menor alta desde outubro, com um aumento de 0,3% no custo de moradia responsável por quase metade do aumento. O núcleo do CPI subiu 0,2%, contido por quedas nas tarifas aéreas e nos preços de veículos novos. Com as perspectivas econômicas se deteriorando devido a tarifas e uma possível guerra comercial, o mercado espera que o Fed retome os cortes nas taxas em junho. Nós, da XP, projetamos estabilidade nas taxas de juros ao longo do ano. Hoje, o destaque fica para a inflação ao produtor (PPI) nos Estados Unidos e para os pedidos semanais de seguro desemprego.
Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em fevereiro, ficando abaixo do esperado pelo mercado e indicando que a taxa de juros atual pode ser suficientemente restritiva para conter a inflação. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,01% (+7,0bps), enquanto os de dez anos em 4,32% (+4,0bps).
IBOVESPA +0,29% | 123.866 Pontos. CÂMBIO -0,07% | 5,81/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta ontem de 0,3%, aos 123.864 pontos, em dia marcado por uma recuperação dos mercados globais (S&P 500, +0,5%; Nasdaq, +1,2%) e em meio à divulgação do IPCA de fevereiro, que veio em linha com as expectativas.
A ação da Cogna (COGN3, +4,2%) subiu após elevação de recomendação por um banco de investimentos de neutro para compra e em meio a expectativas para o resultado do 4º trimestre de 2024 da companhia. Na ponta negativa, Azzas 2154 (AZZA3, -13,4%) caiu repercutindo os resultados do 4T24 da companhia (veja aqui o comentário).
Nesta quinta-feira, os destaques da agenda econômica serão a pesquisa mensal de serviços de janeiro no Brasil e os dados de inflação ao produtor de fevereiro nos EUA. Pela temporada de resultados do 4T24, os principais nomes serão Eletrobras, Grupo Natura, LWSA, Magazine Luiza, PRIO, Smart Fit, Unipar e Vittia.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com abertura ao longo da curva. No Brasil, apesar de notícias apontando que o governo federal promoveria cortes de gastos no programa Bolsa Família para se adequar à LOA 2025 terem promovido alívio no mercado, a tendência se reverteu ao fim do pregão, após a visão de que o corte proposto (R$ 7,7 bilhões) seria insuficiente, ganhar força. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,7% (- 1,4bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,57% (+2,1bps); DI jan/29 em 14,55% (+7,4bps); DI jan/31 em 14,71% (+11,9bps).
No Brasil, o IPCA avançou 1,31% em fevereiro, acelerando em relação ao IPCA de janeiro (0,16%) e acumulando alta de 5,06% em 12 meses. O aumento foi impulsionado pela alta da energia elétrica residencial (16,80%), reajustes em educação (4,70%) e a majoração do ICMS sobre combustíveis (2,89%). Apesar disso, o alívio em alimentação no domicílio (0,79%) e a deflação das passagens aéreas (-20,46%) ajudaram a moderar o índice. A leitura reforça um cenário desafiador para a inflação no curto prazo. Na agenda de hoje, destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços pelo IBGE e para as estatísticas de crédito pelo Banco Central – ambos os dados referentes a janeiro.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)