31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para IPCA de fevereiro

Veja mais

Publicado em
Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 12/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em  alta e no Brasil atenção para a divulgação do IPCA de fevereiro com mercado estimando chegar a 1,34% em fevereiro, forte alta.

Veja mais:

Nesta quarta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +0,7%), com a entrada em vigor das tarifas de 25% sobre aço e alumínio nos EUA. As taxas das Treasuries recuam pela manhã.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,9%) após a União Europeia anunciar tarifas retaliatórias contra os EUA sobre as importações de aço e alumínio no bloco. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,4%; HSI: -0,8%) devido às incertezas em relação aos planos tarifários de Trump e aos temores de recessão na maior economia do mundo.

Economia

Em declaração conjunta divulgada ontem, a Ucrânia aceitou uma proposta dos EUA para cessar-fogo imediato de 30 dias no conflito com a Rússia, além da tomada de medidas para restaurar a paz de forma duradoura e sustentável na região. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que agora a “bola está na quadra” da Rússia.

IBOVESPA -0,81% | 123.507 Pontos.  CÂMBIO -0,73% | 5,80/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou ontem em queda de 0,8%, aos 123.507 pontos, em meio a mais um dia de volatilidade nos mercados globais (S&P 500, -0,8%; Nasdaq, -0,2%). As bolsas norte-americanas sofreram após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma tarifa adicional de 25% sobre todo o aço e alumínio importado do Canadá. No entanto, as perdas foram parcialmente reduzidas ao longo do dia, após a província canadense de Ontário afirmar que irá suspender a sobretaxa em energia aos EUA previamente anunciada e a Ucrânia aceitar a proposta para um cessar-fogo de 30 dias na região, embora o acordo ainda dependa da aprovação da Rússia. Nesse cenário, os ativos domésticos apresentaram uma performance positiva: a curva de juros fechou e o dólar se desvalorizou, terminando o pregão em R$ 5,81 (-0,8%).

Os principais destaques positivos do dia foram papéis mais cíclicos como AMOB, LWSA e Vivara (AMOB3, +4,0%; LWSA3, +3,8%; VIVA3, +3,2%), repercutindo o fechamento da curva de juros. Já na ponta negativa temos Marcopolo (POMO4, -4,5%), potencialmente ainda repercutindo resultados do 4T24 levemente abaixo das expectativas (veja aqui o comentário).

Nesta quarta-feira, teremos os dados de inflação ao consumidor referente a fevereiro tanto no Brasil (IPCA) quanto nos EUA (CPI). Pela temporada de resultados do 4T24, teremos Cogna, CSN, D1000, Grupo Casas Bahia, SLC Agrícola e Tenda.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, a produção industrial de janeiro ficou estável na comparação mensal, abaixo das estimativas de 0,4% do consenso, sinalizando o arrefecimento da economia. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,72% (- 7,9bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,54% (- 16,9bps); DI jan/29 em 14,48% (- 21,9bps); DI jan/31 em 14,59% (- 23,1bps).

No cenário internacional, a província canadense de Ontário anunciou que não aplicará a taxação adicional de 25% na energia elétrica norte-americana, ação que foi seguida pelo recuo do governo Trump em tarifar em 50% o aço e alumínio canadense. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,94% (+5,0bps), enquanto os de dez anos em 4,28% (+6,0bps).

No último dia da Semana da Renda Fixa, Mayara Rodrigues, analista de renda fixa na XP, conversa com o Jean Anagnostopoulos, gerente de portfólio na SPX Capital sobre as oportunidades da renda fixa internacional. Acompanhe ao vivo, a partir das 18h, no YouTube da XP.

No Brasil, a produção industrial ficou estável entre dezembro e janeiro, resultado abaixo do esperado (XP: 0,5%; mercado: 0,4%). No entanto, a abertura setorial trouxe números predominantemente positivos. O cenário de desaceleração gradual da indústria de transformação permanece. Projetamos que o volume produzido no setor subirá 2,2% em 2025, após expansão de 3,1% em 2024.   

Hoje, destaque para a divulgação de dados de inflação. O índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês) deve apresentar alta de 0,3% em fevereiro comparado a janeiro, e de 2,9% no acumulado em 12 meses. Já a medida de núcleo do CPI – exclui os itens de alimentos e energia – deve registrar elevação de 0,3% e 3,2%, segundo a mediana das projeções de mercado.

Brasil, estimamos que o IPCA de fevereiro mostrará expressivo aumento de 1,34% na comparação mensal, enquanto a mediana de mercado aponta para 1,31%. O salto nos preços de energia elétrica, refletindo a reversão do efeito do bônus de Itaipu, e o aumento nos preços de combustíveis na esteira da majoração do ICMS devem ser destaques na leitura de fevereiro. Projetamos inflação de 6,0% em 2025, acima dos 4,8% registrados em 2024.    

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)