DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para divulgação do PIB pelo IBGE
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(Brasília-DF, 07/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para divulgação o PIB pelo IBGE.
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Nesta sexta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,5%) após uma semana de queda, impulsionada por preocupações com a política comercial do país. Os rendimentos das Treasuries avançam pela manhã, refletindo a expectativa pelos novos dados do Payroll.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,6%) após uma semana volátil, marcada por mudanças na política tarifária dos EUA, reformas fiscais na Alemanha e um aumento nos gastos regionais com defesa. Na China, os mercados encerraram o dia em baixa (CSI 300: -0,3%; HSI: -0,6%), após as exportações do país registrarem um crescimento de 2,3% em fevereiro, abaixo da expectativa de 5,0%.
IFIX
O índice de fundos imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira com uma alta expressiva de 0,60%, impulsionado principalmente pelo desempenho positivo dos FIIs de tijolo, que registraram uma valorização média de 0,77%. Por outro lado, os FIIs de papel apresentaram uma performance média de 0,44% no dia. Entre os destaques positivos, figuraram KORE11 (+7,5%), GGRC11 (+4,1%) e JSAF11 (+4,1%). Já entre os destaques negativos, destacaram-se LIFE11 (-2,8%), TGAR11 (-2,2%) e RECT11 (-2,1%).
Nos EUA, o mercado de renda fixa reagiu ao número de pedidos de seguro-desemprego (221 mil), que ficou abaixo das expectativas do consenso (245 mil), indicando um mercado de trabalho ainda aquecido. Ademais, o Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que está concentrando esforços na redução dos rendimentos das Treasuries de dez anos. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,96 % (-3,0bps), enquanto os de dez anos em 4,29% (+1,0bp).
Economia
No cenário internacional, o protagonismo dessa sexta-feira será a divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos referente a fevereiro, o Payroll. O mercado espera a geração líquida de 160 mil empregos e que a taxa de desemprego se mantenha em 4,0%. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as tarifas sobre México e Canadá serão elevadas no início de abril. Ontem, o Banco Central Europeu reduziu suas taxas básicas de juros a 2,50%, em linha com o esperado e sinalizou estar próximo do fim do ciclo de cortes.
IBOVESPA +0,25% | 123.358 Pontos. CÂMBIO +0,07% | 5,76/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,3%, aos 123.358 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, -1,8%; Nasdaq, -2,6%), que continuaram sofrendo com as incertezas relacionados com a política tarifária do governo Trump, e apesar de um movimento de abertura na curva de juros.
O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Natura (NTCO3, +5,8%), após relatório positivo de um banco de investimentos, citando a companhia como um dos principais destaques do setor de varejo. Por outro lado, entre os destaques negativos temos Marfrig (MRFG3, -2,7%), em movimento técnico, após alta de 7,0% no pregão anterior.
Para o pregão de sexta-feira, os destaques da agenda econômica serão o relatório de empregos de fevereiro nos EUA e o PIB do 4º trimestre de 2024 no Brasil.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com abertura ao longo da curva. No Brasil, a possibilidade do governo aumentar seus gastos para conter a inflação de alimentos fortaleceu a preocupação do mercado em relação à trajetória da política fiscal no país. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,82% (+1bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,82% (+4,5bps); DI jan/29 em 14,88% (+12,5bps); DI jan/31 em 14,99% (+14,1bps).
Na agenda doméstica, o destaque será a divulgação do PIB do 4T24 pelo IBGE. Esperamos que a economia brasileira tenha crescido 0,5% t/t no último trimestre, condizente com expansão de 3,5% do PIB em 2024. O governo anunciou medidas para a mitigação na alta dos alimentos, guiada por reduções de impostos de importação e convencimento dos estados para zerarem cobranças de ICMS sobre produtos da cesta básica. Vemos impacto limitado nas reduções de impostos, ao passo que a zeragem de ICMS pode gerar impacto significativo no IPCA (-0,65 p.p.) se for bem-sucedida.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)