31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUE DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil não será divulgado índices que chamem atenção do mercado nacional

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Mercados globais em queda

(Brasília-DF, 06/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da CP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil  nenhum índice importante vai ser divulgado hoje que interesse o Mercado.

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Nesta quinta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -1,0%; Nasdaq 100: -1,3%) após as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. As taxas das Treasuries avançam pela manhã, refletindo os riscos das tarifas, além da expectativa pelos novos dados do Payroll, que serão divulgados amanhã.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,4%), enquanto os investidores aguardam os resultados trimestrais das empresas e acompanham a isenção de tarifas sobre automóveis anunciada pelo presidente Trump. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: +1,4%; HSI: +3,3%), impulsionadas pelo adiamento das tarifas dos EUA sobre algumas montadoras.

IFIX

O índice de fundos imobiliários (IFIX) registrou uma leve alta de 0,02% na quarta-feira, encerrando o dia em 3.122 pontos e com uma liquidez reduzida com a volta do feriado. Entre os destaques positivos, figuraram GZIT11 (+4,3%), RECT11 (+4,2%) e SPXS11 (+2,7%). Já entre os destaques negativos, destacaram-se MFII11 (-6,2%), BCRI11 (-3,2%) e HTMX11 (-3%).

 

BOVESPA +0,2% | 123.047 Pontos.  CÂMBIO -2,8% | 5,76/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,2%, aos 123.047 pontos, em um dia com o pregão mais curto e liquidez reduzida devido ao feriado de Carnaval. Após uma sequência de dias negativos com o aumento das preocupações com a desaceleração da economia dos EUA e com as medidas tarifárias de Donald Trump, os mercados globais tiveram um dia de alívio (S&P500, +1,1%; Nasdaq, +1,5%), após Trump postergar as tarifas de automóveis sobre Canadá e México por um mês. Como resultado, os ativos locais tiveram um dia positivo, com fechamento da curva de juros e queda do dólar, que terminou o dia em R$ 5,76 (-2,2%).

O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Embraer (EMBR3, +8,8%), após revisão positiva do preço-alvo da companhia por um banco de investimentos e continuando sua tendência de alta após a divulgação dos resultados do 4T24. Já os destaques negativos foram as petroleiras como Brava, Petrobras e PetroReconcavo (BRAV3, -8,3%; PETR3, -4,6%; PETR4, -3,7%; RECV3, -3,2%), repercutindo a queda do preço do petróleo (Brent, -2,5%).

Nesta quinta-feira, teremos a decisão de juros na Zona do Euro e os dados de produção industrial de janeiro no Brasil.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com forte fechamento ao longo da curva. Com uma agenda econômica esvaziada em razão do feriado no Brasil, a curva de juros reagiu à divulgação do relatório de emprego ADP dos EUA abaixo do esperado para fevereiro (77 mil vagas vs. 144 mil vagas projetadas pelo consenso). Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,79% (-18,8bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,77% (- 27,2bps); DI jan/29 em 14,75% (- 29,4bps); DI jan/31 em 14,84% (- 31,5bps). Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,99% (+3,0bps), enquanto os de dez anos em 4,28% (+6,0bps).

Economia

A taxa de câmbio brasileira se apreciou em 2,7% ontem, atingindo cerca de R$/US$ 5,75. Antes do feriado de Carnaval, na sexta-feira, o dólar havia encerrado a sessão a R$ 5,92, a maior cotação desde 24 de janeiro. A moeda dos Estados Unidos se enfraqueceu globalmente, em meio a sinais de uma desaceleração econômica mais forte no país. Ademais, o governo de Donald Trump anunciou que dará um mês de isenção de tarifas de importação para qualquer automóvel que entre no território americano por meio do acordo Estados Unidos-México-Canadá. As novas tarifas de 25% sobre produtos do México e Canadá e de 20% sobre produtos da China (acima dos 10% inicialmente sinalizados) começaram a valer na última terça-feira. 

A criação de empregos no setor privado dos Estados Unidos desacelerou significativamente em fevereiro. Segundo dados publicados ontem pela empresa ADP, houve geração de 77 mil ocupações no mês passado, muito abaixo dos 186 mil registrados em janeiro e da expectativa de mercado de 148 mil. Este resultado marcou o menor patamar desde julho de 2024. Além disso, o Federal Reserve de Atlanta prevê, com base em dados de alta frequência, que o PIB dos Estados Unidos recuará 2,8% no 1º trimestre de 2025 (taxa anualizada e dessazonalizada), após expansão de 2,3% no 4º trimestre de 2024. De acordo com o “Livro Bege” do banco central americano, divulgado ontem à tarde, a atividade econômica local tem crescido “ligeiramente” desde meados de janeiro. 

Hoje, o Banco Central Europeu (BCE) deve reduzir suas taxas de juros de referência em 0,25 p.p.. Assim, a taxa de depósito atingiria 2,50%. As atenções estarão voltadas para a fala da Presidente do BCE, Christine Lagarde, após o anúncio da decisão de política monetária. Membros do banco central trouxeram sinais mistos nas últimas semanas. Nos Estados Unidos, destaque para a divulgação de outros indicadores do mercado de trabalho: pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana passada, além da produtividade e do custo unitário do trabalho referentes ao 4º trimestre de 2024. Nenhum indicador econômico de destaque será publicado no Brasil hoje.    

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)