31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil todo mundo de olho na sabatina de Gabriel Galipolo

Veja os números

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Mercados em alta

(Brasília-DF, 08/10/2024)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados estão em alta e no Brasil, sem divulgação de índices, todas as atenções voltadas para sabatina de Gabriel Galípolo na Comissão de Assuntos Econômicos(CAE)  do Senado Federal.

Veja mais:

Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,4%; Nasdaq 100: 0,5%). O petróleo seguiu em alta. Nessa semana, o mercado espera a divulgação de dados de inflação ao consumidor e ao produtor americano, assim como a publicação da ata da última reunião do FOMC e o início da temporada de balanços do terceiro trimestre, que se inicia com as divulgações de bancos.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,6%), com preocupações com China e Oriente Médio. Índices chineses fecharam mistos (HSI: -9,4%; CSI 300: 5,9%) com divergência explicada pelo final da Golden Week, feriado que paralisou a Bolsa de Xangai por uma semana, e volatilidade atribuída ao pacote de estímulos do governo para a região.

Economia

No cenário internacional, destaque para o preço do petróleo, que voltou a fechar acima dos US$ 80 por barril. Na agenda de indicadores, destaque para a produção industrial alemã, que surpreendeu positivamente apesar da contração anual, e para a balança comercial nos Estados Unidos. Não há indicadores relevantes a serem divulgados ao longo do dia.

IBOVESPA +0,17% | 132.018 Pontos.   CÂMBIO +0,57% | 5,49/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,2% ontem, aos 132.018 pontos, mesmo após um dia negativo para os mercados globais (S&P500, -1,0%; Nasdaq, -1,2%). A performance positiva foi influenciada especialmente pelas petroleiras (BRAV3, +2,4% PETR3, +1,7%; PRIO3, +1,6%), que se beneficiaram de uma nova alta no preço do petróleo (Brent, +3,9%) em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.

O principal destaque positivo do dia foi Natura (NTCO3, +2,6%), repercutindo perspectivas positivas em relação a divulgação de resultados do 3º trimestre e ao pedido de chapter 11 da sua subsidiária Avon International (veja aqui a prévia de resultados da companhia). Na ponta negativa, temos as varejistas, como Carrefour, Assaí e Petz (CRFB3, -5,3%; ASAI3, -2,9%; PETZ3, -2,6%), que seguem sofrendo com a deterioração do macro doméstico e o cenário de juros mais altos.

Nesta terça-feira, serão divulgados os dados da balança comercial de agosto nos EUA. Pela temporada internacional de resultados do 3º trimestre, teremos Pepsico.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com forte queda ao longo da curva. No Brasil, o adiantamento da sabatina de Gabriel Galípolo (indicado à presidência do Banco Central) no Senado foi bem-visto pelo mercado e contribuiu para o fechamento da curva. O DI jan/25 fechou em 11,086% (alta de 1,1bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,295% (queda de 9,6bps); DI jan/27 em 12,33% (queda de 10,2bps); DI jan/29 em 12,34% (queda de 12,9bps).

Nos EUA, a repercussão do nonfarm payroll mais forte que o esperado pelo consenso, combinado com a pressão de alta nas commodities em decorrência das tensões no Oriente Médio, levou os investidores globais a reduzirem as apostas em corte de 50 bps na próxima reunião do Fed. Com isso, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de dois anos fecharam em 3,99% (+6,0 bps) e os de dez anos em 4,03% (+5,0 bps).

No Brasil, agenda sem indicadores. Destaque para a sabatina de Gabriel Galípolo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado. A expectativa é que sua aprovação para a presidência do Banco Central ocorra sem grandes obstáculos. Ontem, o Boletim Focus trouxe mudanças marginais nas projeções dos economistas.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)