31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, após números do PMS, se avalia que crescimento vai continuar mas não tão forte como visto no primeiro semestre

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Mercados em negativo

(Brasília-DF, 12/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil Mercado sinaliza que avalia que o Brasil vai continuar a crescer mas abaixo do que se viu no primeiro semestre.

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Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), continuando a recuperação do pregão de ontem após a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos EUA, que vieram em linha com o esperado, embora o seu núcleo tenha vindo levemente acima.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +1,1%), em semana de reunião do Banco Central Europeu, na qual espera-se um corte de juros. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,4%; HSI: +0,8%), com a primeira afetada por uma atualização negativa sobre a demanda de petróleo na China pela Agência Internacional de Energia (IEA, e a segunda impulsionada pela demanda por papeis do setor de tecnologia.

Economia

A inflação ao consumidor registrou variação mensal de 0,187% em agosto (consenso MNI: 0,15%). A medida dos núcleos apresentou surpresa altista este mês (consenso MNI 0,17%; realizado: 0,28%). Os mercados atribuem atualmente uma probabilidade de 85% de um corte de 0,25 p.p. em 18 de setembro e uma probabilidade de 15% de um corte mais forte de 0,50 p.p..

IBOVESPA +0,27% | 134.677 Pontos.  CÂMBIO -0,09% | 5,65/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,3% ontem, aos 134.677 pontos, em dia marcado pela divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos EUA, que vieram em linha com o esperado, embora o seu núcleo tenha vindo levemente acima.

O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi YDUQS (YDUQ3, +8,0%), repercutindo o aumento da participação da gestora SPX na companhia e o fechamento das pontas mais longas da curva de juros. Já na ponta negativa, tivemos IRB (IRBR3, -4,6%) após um banco de investimentos rebaixar a recomendação dos papéis de neutra para venda.

Para o pregão desta quinta-feira, a publicação de dados de vendas no varejo de agosto estará no radar no Brasil. No cenário internacional, o destaque será a decisão de taxa de juros do Banco Central Europeu, enquanto nos EUA teremos a divulgação dos dados de inflação ao produtor de agosto e os pedidos semanais de seguro-desemprego.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com leve abertura nos vértices curtos, e pequeno fechamento nos médios e longos. Domesticamente, o aumento acima das expectativas nos serviços prestados de julho fortaleceu as apostas na alta da Selic em 25 bps na próxima semana. DI jan/25 fechou em 10,92% (+0,1bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,745% (-1,6bp); DI jan/27 em 11,725% (-0,6bp); DI jan/29 em 11,81% (0,2bp). Nos EUA, o mercado reagiu ao debate eleitoral da noite de terça-feira (10), passando a precificar a vitória de Kamala Harris e levando à depreciação do dólar frente às moedas emergentes. Os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de dois anos fecharam em 3,62% (+3,0bps) e os de dez anos em 3,65% (0,0bps).

No Brasil, a pesquisa mensal de serviços (PMS) registrou crescimento de 1,2% em julho, consideravelmente acima das expectativas de estabilidade virtual, uma vez que uma grande empresa do espaço publicitário reportava receitas subestimadas e passou a reportar corretamente valores muito superiores. No geral, os números de julho não alteram a nossa visão de que a atividade interna continuará a crescer no curto prazo, embora de forma mais moderada em comparação com o primeiro semestre do ano. Nosso XP Tracker para crescimento do PIB no terceiro trimestre (3T24) é de 0,6% (3,8% A/A). Esperamos que o PIB cresça 3,1% em 2024.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)