DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços de julho
Veja os números
(Brasília-DF, 11/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços de julho.
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Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros dos Estados Unidos abrem em queda (S&P500, -0,3%; Nasdaq, -0,3%), após o debate presidencial de ontem.
Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,1%), no aguardo da reunião do Banco Central Europeu amanhã, na qual espera-se um corte de juros. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,3%; HSI: -0,7%). Na semana, teremos dados importantes de atividade no país, como a produção industrial e vendas no varejo.
Economia
No cenário internacional, toda a atenção do mercado se voltará para a divulgação do CPI de agosto nos Estados Unidos, para o qual o mercado espera desaceleração no acumulado em doze meses para o índice cheio e estabilidade para o núcleo. O indicador será de grande relevância para o mercado calibrar suas expectativas para um corte de 0,25 p.p. ou 0,50 p.p. na reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA) na semana que vem.
IBOVESPA -0,31% | 134.319 Pontos. CÂMBIO +1,31% | 5,66/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda de 0,3% ontem, aos 134.320 pontos, mesmo após a divulgação do IPCA, que veio abaixo do esperado. O desempenho do índice foi pressionado pela queda de papéis importantes relacionados a commodities como a Petrobras (PETR3, -2,1%; PETR4, -1,7%) que foi impactada pela queda no preço do petróleo (Brent, -2,1%).
A Azul (AZUL4, +3,7%) foi o principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira, após a publicação de um fato relevante mantendo as principais estimativas financeiras da companhia para 2024. Apesar disso, o papel vem sofrendo nas últimas semanas, repercutindo a situação financeira da empresa. Já a Ultrapar (UGPA3, -3,9%) ficou entre os principais destaques negativos, em movimento de devolução de ganhos após alta durante o pregão de ontem.
Para o pregão desta quarta-feira, atenção para a publicação da pesquisa mensal de serviços de agosto no Brasil e os dados de inflação ao consumidor (CPI) de agosto nos EUA.
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de terça-feira com fechamento nos vértices curtos, e abertura nos médios e longos. Internacionalmente, o cenário de incerteza aumentou, após a Opep prever queda da demanda internacional pelo petróleo. Nos EUA, os investidores permaneceram à espera dos dados de inflação e do debate eleitoral entre Donald Trump e Kamala Harris. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,59% (-9,0bps) e as de 10 anos em 3,65% (-5,0bps). DI jan/25 fechou em 10,925% (queda de 0,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,755% (queda de 0,5bps); DI jan/27 em 11,715% (alta de 1,5bps); DI jan/29 em 11,805% (alta de 2,7bps).
No Brasil, o IPCA de agosto registrou deflação mensal, abaixo das expectativas do mercado e da XP, revelando composição marginalmente benigna. No entanto, acreditamos ser insuficiente para convencer o Banco Central a não subir a taxa Selic na próxima semana.
Na agenda de hoje, destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços de julho, que deve dar mais indícios sobre o pulso da atividade econômica, que vem consistentemente surpreendendo pelo seu dinamismo.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)