DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para o IPCA de agosto
Veja os números
(Brasília-DF, 10/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil depois de um Focus prevendo aumento da Selic o destaque do dia é a divulgação do IPCA de agosto.
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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,5%). Na frente eleitoral, hoje teremos o primeiro debate entre os candidatos após a substituição de Biden no partido Democrata. Nos mercados de apostas, Donald Trump ultrapassou Kamala Harris durante o fim de semana, e hoje continua na liderança em termos de probabilidade de vitória.
Na Europa, as bolsas operam de forma mista (Stoxx 600: 0,1%), em semana de reunião do Banco Central Europeu, na qual espera-se um corte de juros. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: 0,1%; HSI: +0,2%), após a balança comercial do país vir acima do esperado.
Economia
Na China, as exportações cresceram 8,7% em agosto ante o mesmo mês de 2023, superando as expectativas de 6,5%, enquanto as importações cresceram 0,5%, abaixo do aumento esperado de 2%. Os dados comerciais mistos destacam o desafio enfrentado pelo país, enquanto os formuladores de políticas tentam impulsionar o crescimento da economia sem se tornarem excessivamente dependentes das exportações.
IBOVESPA +0,12% | 134.737 Pontos. CÂMBIO -0,14% | 5,58/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em leve alta de 0,1% ontem, aos 134.737 pontos, apesar de somente 24 dos 86 papeis do índice terem subido, muito devido ao desempenho dos papéis ligados a commodities, como Petrobras (PETR3, +1,3%; PETR4, +1,1%), após valorização do Brent de +0,9%, e bancos, como Itaú (ITUB4, +1,0%).
O principal destaque positivo foi Ultrapar (UGPA3, +3,3%), após o mercado receber bem as mudanças de governança divulgadas em seu investor day realizado na sexta-feira (6) (leia nossa análise aqui). Já o principal destaque negativo foi Azul (AZUL4, -8,3%), com os investidores ainda repercutindo a situação financeira da empresa.
Destaque hoje para o debate presidencial entre Kamala Harris e Trump, nos EUA. Será o primeiro encontro entre os candidatos. No calendário doméstico, destaque para a divulgação do IPCA de agosto.
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de segunda-feira com leve abertura ao longo da curva. No Brasil, o Boletim Focus apontou alta na Selic para 11,25% ao fim de 2024. Além disso, o mercado refletiu as falas dos membros do BC, que sinalizaram para uma alta de 25 bps. Ambos os fatores contribuíram para a pequena alta em todos os vértices da curva de juros. Nos EUA, os investidores permaneceram cautelosos à espera de dados de inflação do país. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,68% (+2,0bps) e as de 10 anos em 3,70% (-2,0bps). DI jan/25 fechou em 10,925% (alta de 0,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,755% (alta de 2,5bps); DI jan/27 em 11,715% (alta de 2bps); DI jan/29 em 11,805% (alta de 1,5bps).
No Brasil, o boletim Focus indicou que o consenso de mercado para a taxa Selic aumentou de 10,50% para 11,25% para o final de 2024, sugerindo que a maioria do mercado espera que o Banco Central aumente os juros neste ano. Acreditamos que o Copom iniciará um ciclo de alta de juros em setembro, com a taxa básica atingindo 11,75% no final deste ano e 12,00% no 1º trimestre do ano que vem.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)