31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para divulgação do IGP-DI

Veja os números

Publicado em
Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 06/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação do IGP-DI.

Veja mais:

Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -1,2%). Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,4%), o que pode ser atribuído à desaceleração da economia americana. Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda (CSI 300: -0,8%) enquanto a Bolsa de Hong Kong permaneceu fechada devido a um tufão.

Economia

A divulgação do Nonfarm Payroll – principal relatório do mercado de trabalho dos EUA – estará no centro das atenções hoje. A mediana das estimativas de mercado aponta para criação de 165 mil empregos em agosto, elevação de 0,3% no rendimento médio por hora e ligeiro recuo na taxa de desemprego, de 4,3% para 4,2%. Tais estatísticas de emprego e renda podem decidir se o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduzirá sua taxa de juros de referência em 0,25 p.p. ou 0,50 p.p. na próxima reunião de política monetária (em 18/set).

IBOVESPA +0,29% | 136.502 Pontos.   CÂMBIO -1,19% | 5,57/USD

Ibovespa

Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,3%, aos 136.502 pontos. Nos EUA, o mercado acompanhou a divulgação de dados de atividade econômica, que vieram mistos. De um lado, a pesquisa ADP (considerada uma prévia do relatório de emprego, o Payroll), veio abaixo das expectativas, reforçando a tese de moderação no ritmo de crescimento econômico do país. Por outro lado, o PMI de serviços apresentou um forte crescimento, atingindo o maior nível de expansão desde março de 2022.

Os destaques positivos do dia na Bolsa brasileira foram os papéis mais cíclicos como MRV (MRVE3, +6,0%) e Natura (NTCO3, +3,6%), após o movimento de fechamento da curva de juros. Por outro lado, a Azul (AZUL4, -3,7%) ficou entre os destaques negativos novamente, repercutindo a situação financeira da empresa. Na semana passada, houve a divulgação de uma notícia afirmando que a empresa considera realizar um pedido de Chapter 11 (equivalente à recuperação judicial nos EUA), mas a empresa esclareceu, em uma nota oficial, que houve uma má interpretação dos fatos e reafirmou uma série de negociações que havia divulgado anteriormente envolvendo ações para melhoria de sua estrutura de capital.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de ontem em queda por toda a extensão da curva, com maior intensidade nos vencimentos intermediários e longos, acompanhando o alívio visto nos ativos globais e no dólar. No Brasil, a diretoria do Banco Central reiterou que, se necessário, o ajuste de alta da Selic na próxima reunião do Copom será gradual, o que diminuiu as apostas de um movimento de 0,50 p.p. Adicionalmente, o secretário do Tesouro Nacional discursou sobre a expectativa de maior cautela nas despesas do Governo em 2025.

Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,75% (-1,0bps) e as de 10 anos em 3,73% (-4,0bps). DI jan/25 fechou em 10,905% (queda de 4bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,665% (queda de 11,5bps); DI jan/27 em 11,65% (queda de 12bps); DI jan/29 em 11,795% (queda de 14,5bps).

Além disso, teremos a publicação do IGP-DI de agosto no Brasil e a divulgação do PIB do segundo trimestre da Zona do Euro.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)