DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem sinais claros e no Brasil não haverá divulgação de índices, mas todos atentos ao aumento da atividade econômica
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(Brasília-DF, 05/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão sem sinais claros e no Brasil não haverá divulgação de novos e importantes índices, mas o sentimento é geral do aumento da atividade econômica.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1%), após um início fraco em setembro.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,2%), o que pode ser atribuído à desaceleração da economia americana. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,2%; HSI: -0,1%), e dirigente do banco central (PBoC) sinalizou um possível corte de juros adiante.
Economia
Esta semana será repleta de indicadores de mercado de trabalho e de atividade, chave para compreender o ritmo da desaceleração da economia americana e consequentemente, tentar antever a postura do Federal Reserve na reunião desse mês, para o qual se espera início do ciclo de cortes de juros.
Os mercados futuros dos EUA estão divididos entre um corte de 0,25 p.p. e 50 p.p. nas taxas básicas. Os dados recentes da atividade ficaram um pouco acima das expectativas, mas o relatório de abertura de vagas de emprego de ontem surpreendeu para baixo (ver abaixo). Os mercados vão monitorar de perto os pedidos de auxílio-desemprego, o Relatório Nacional de Emprego da consultoria privada ADP e a sondagem ISM de serviços hoje, bem como o relatório oficial do mercado de trabalho de agosto, na sexta-feira. O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, alertou que o cenário do emprego poderá sofrer “disrupções” se as taxas de juros permanecerem muito altas por muito mais tempo
IBOVESPA +1,31% | 136.111 Pontos. CÂMBIO -0,04% | 5,64/USD
Ibovespa
Na quarta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,3%, aos 136.111 pontos, interrompendo uma sequência de 4 quedas consecutivas, com somente 8 papéis (dos 86 do índice) fechando em queda. Nos EUA, o relatório de criação de emprego nos EUA, o JOLTs, veio abaixo do esperado, reforçando a noção que a economia americana está em um ritmo de crescimento mais moderado, aumentando a possibilidade de um afrouxamento monetário mais agressivo pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).
O principal destaque positivo na Bolsa brasileira foi Pão de Açúcar (PCAR3, +9,1%), fruto de um movimento técnico, após a ação cair cerca de 10% nos últimos 7 dias. Já o principal destaque negativo foi a 3R Petroleum (RRRP3, -3,2%) após um dado de produção de agosto abaixo do esperado, e desvalorização do Brent de 1,4%, que acumula queda de 9,0% nos últimos 4 pregões.
Nesta quinta-feira, haverá publicação da balança comercial, e o PMI de serviços nos EUA, ambos referentes ao mês de agosto. O foco na semana segue no relatório de emprego (Payroll) de agosto dos EUA.
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de ontem com forte fechamento ao longo de toda curva. No Brasil, membros do governo reiteraram que o arcabouço fiscal será cumprido e a meta fiscal não será revisada, o que foi bem-visto pelo mercado como um esforço governista em prol da responsabilidade com seus gastos. Além disso, dados de produção industrial apontaram queda de 1,4% em julho, e mitigaram o receio acerca do aquecimento da economia brasileira, contribuindo para a retirada de risco dos ativos locais.
Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,76% (-12,0bps) e as de 10 anos em 3,77% (-7,0bps). DI jan/25 fechou em 10,94% (queda de 5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,77% (queda de 14bps); DI jan/27 em 11,785% (queda de 15,5bps); DI jan/29 em 11,965% (queda de 14bps).
No Brasil, a produção industrial de julho ficou um pouco abaixo do esperado, mas a abertura do número foi boa. A atividade econômica no Brasil segue forte. O XP Tracker para crescimento do PIB no terceiro trimestre é de 0,5% QoQ (3,7% YoY).
(da redação com informações de assessoria. Edição: Politica Real)