DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil teremos a divulgação da produção industrial de julho
Veja os números
(Brasília-DF, 04/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, o mercado, depois do PIB surpreendente, atento a divulgação da produção industrial de julho.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,7%), após um início fraco em setembro. Ontem, as ações de Nvidia caíram mais de 9% ante desaceleração da indústria americana, e seguem em queda após anúncio de investigação de cunho concorrencial contra a empresa.
Esta semana será repleta de indicadores de mercado de trabalho, chave para compreender o ritmo da desaceleração da economia americana e consequentemente, tentar antever a postura do Federal Reserve na reunião desse mês, para o qual se espera início do ciclo de cortes de juros. Seguindo o sentimento negativo nos EUA, as bolsas globais também caem. Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -1,0%) e, na China, as bolsas fecharam em baixa (CSI 300: -0,7%; HSI: -1,1%).
Economia
No cenário internacional, destaque para a divulgação do relatório JOLTS nos Estados Unidos, que mostra o número de vagas de emprego abertas. Na China, o PMI de serviços cedeu para 51,6 pontos, levemente abaixo das expectativas. Na Zona do Euro, o indicador ficou em 52,9 pontos, enquanto a inflação ao produtor subiu mais do que o esperado na margem.
IBOVESPA -0,41% | 134.353 Pontos. CÂMBIO + 0,48% | 5,64/USD
Ibovespa
Na terça-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,4%, aos 134.353 pontos. Apesar da divulgação de um PIB do segundo trimestre acima das expectativas, o desempenho do índice repercutiu o PMI industrial e ISM de agosto dos EUA, que vieram abaixo do esperado e afetaram o mercado americano (S&P 500 -2,1%, Nasdaq -3,0%), com a Nvidia desvalorizando mais de 9%. Além disso, uma queda nos preços de commodities como o minério de ferro (-3,3%) e o petróleo (Brent, -4,9%) também afetou a performance do índice.
O principal destaque positivo na Bolsa brasileira foi Azul (AZUL4, +10,2%), se recuperando parcialmente das quedas dos últimos pregões, após rumores de que a companhia iniciaria hoje negociações com seus bondholders (detentores de títulos de dívida emitidos pela companhia no mercado internacional). Desde a publicação da notícia de que a empresa estaria considerando realizar um pedido de Chapter 11 (equivalente à recuperação judicial nos EUA), no dia 29/8, o papel se desvalorizou 33,0%. Já o principal destaque negativo foram as petroleiras como PRIO (PRIO3, -5,2%) e 3R (RRRP3, -5,35), repercutindo a queda no preço do petróleo de 4,9%.
Para o pregão desta quarta-feira, teremos os dados de produção industrial de julho no Brasil e a divulgação do PMI de serviços de agosto. No cenário internacional, haverá dados da balança comercial de julho nos Estados Unidos e a publicação do PMI de serviços na Zona do Euro e Reino Unido. O foco na semana segue no relatório de emprego (Payroll) dos EUA, referente ao mês de agosto.
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de ontem com movimentos mistos ao longo da curva. Domesticamente, o resultado do PIB levou as apostas em alta de 50bps na reunião do Copom de setembro a crescerem, elevando os vértices curtos da curva. Já a parte longa apresentou fechamento, contagiada pelo movimento dos títulos globais. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,88% (-3,0bps) e as de 10 anos em 3,84% (-7,0bps). DI jan/25 fechou em 10,975% (queda de 2,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,925% (alta de 4bps); DI jan/27 em 11,96% (queda de 1,5bps); DI jan/29 em 12,135% (queda de 3bps).
No Brasil, o PIB surpreendeu mais uma vez no segundo semestre deste ano, puxado especialmente pelo consumo das famílias e pelo investimento. Com a divulgação, nossa projeção de crescimento de 2,7% em 2024 tem viés de alta. Na agenda de hoje, teremos a divulgação da produção industrial de julho.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)