DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e expectativa para a divulgação do PIB do 2º trimestre
Veja os números
(Brasília-DF, 03/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil expectativa para os dados do 2º trimestre do PIB, o Produto Interno Bruto.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -0,7%). Esta semana será repleta de indicadores de mercado de trabalho, chave para compreender o ritmo da desaceleração da economia americana e, consequentemente, tentar antever a postura do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na reunião desse mês, para a qual se espera início do ciclo de cortes de juros.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,5%) ante preocupações com a confiança e com a atividade econômica. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: 0,3%; HSI: -0,2%), após dados mais fracos nos PMIs puxarem setores ligados a infraestrutura para baixo, também derrubando commodities.
Nos EUA, o mercado esteve fechado. DI jan/25 fechou em 10,985% (queda de 1,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,895% (alta de 5bps); DI jan/27 em 11,98% (alta de 5,5bps); DI jan/29 em 12,15% (alta de 6bps).
IBOVESPA -0,81% | 134.906 Pontos. CÂMBIO -0,28% | 5,62/USD
O Ibovespa fechou em queda de 0,8% ontem, aos 134.906 pontos, em dia de baixa liquidez devido aos mercados fechados nos EUA por conta do feriado do Dia do Trabalho.
O principal destaque positivo na Bolsa brasileira foi Assaí (ASAI3, +2,4%), em meio a rumores de uma fusão com o Grupo Mateus (GMAT3, +0,1%). As duas varejistas divulgaram notas oficiais negando tal ação. Já o principal destaque negativo foi Azul (AZUL4, -18,2%), repercutindo a situação financeira da empresa. Semana passada houve a divulgação de uma notícia afirmando que a empresa considera realizar um pedido de Chapter 11 (equivalente à recuperação judicial nos EUA), mas a empresa esclareceu, em uma nota oficial, que houve uma má interpretação dos fatos, e reafirmou uma série de negociações que havia divulgado anteriormente envolvendo ações para melhoria de sua estrutura de capital.
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de segunda-feira com movimentos mistos. No Brasil, os vértices curtos encerraram o dia em queda, devido à repercussão do discurso do presidente do BC no dia 30, no qual sua sinalização para um ciclo gradual de alta de juros ajudou a reduzir as apostas em uma alta de 50 bps. Por outro lado, incertezas acerca do cumprimento da proposta da PLOA pelo governo fizeram com que o mercado aumentasse a precificação de risco nos vértices médios e longos da curva.
Nos EUA, o mercado esteve fechado. DI jan/25 fechou em 10,985% (queda de 1,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,895% (alta de 5bps); DI jan/27 em 11,98% (alta de 5,5bps); DI jan/29 em 12,15% (alta de 6bps).
Economia
No Brasil, a entrevista coletiva para detalhamento do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, enviada ao Congresso na sexta-feira, não trouxe grandes mudanças. Esperamos que a pressão sobre o orçamento continue em 2025. Nossas projeções indicam um déficit de R$ 62,9 bilhões, abaixo do indicado pelo PLOA. Nossa visão é que o orçamento se baseia em medidas incertas que devem ter um desempenho abaixo do esperado, sendo necessária a busca de novas receitas ao longo do ano para atingir o limite inferior da meta, assim como feito em 2024. Do lado das despesas, vemos subestimação na previdência social e no BPC/LOAS, mesmo com as medidas de revisão de despesas que devem ser implementadas.
Na agenda, destaque para a publicação do PIB do 2º trimestre deste ano. O indicador deve mostrar forte crescimento (1% em comparação ao primeiro trimestre). Em relação às projeções desagregadas, chamamos a atenção para a resiliência do consumo das famílias e recuperação dos investimentos em ativos fixos. Para 2024, projetamos que o PIB avance 2,7%.
No calendário internacional, damos destaque para a publicação das sondagens empresariais ISM de manufatura nos Estados Unidos e o PMI na China e EUA. O índice PMI reflete uma sondagem com empresários sobre as condições econômicas e de negócios nos países.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)