31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Lula fala a primeira vez sobre a indicação de Gabriel Galípilo para o Banco Central; “Se tiver que baixar juro, baixa, se tiver que aumentar, aumenta, mas tem que ter uma explicação.”, disse Lula em rádio na Paraíba

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(Brasília-DF, 30/08/2024). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou a primeira vez sobre a indicação do economista e atual diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, para a presidência do banco. A indicação foi feita pelo próprio presidente na quarta-feira ,28, mas anunciada pelo ministro Fernando Haddad, da Fazenda, ao lado de Galípolo, no Palácio do Planalto. O Mercado reagiu bem a já aguardada indicação daquele que será sabatinado pelo Senado Federal e que deverá substituir o atual presidente do BC, Eduardo Campos Neto ao final do ano.

Para o presidente, Galípolo é competente e compartilha a mesma visão sobre a economia.

“O problema é que no imaginário do mercado, o presidente do Banco Central tem que ser um representante do sistema financeiro, e eu não acho que tenha que ser. Tem que ser uma pessoa que goste desse país, que pense na soberania nacional, e que toma atitudes corretas”.

“Se um dia o Galípolo chegar para mim e falar, 'olha, tem que aumentar o juro', ótimo, aumente. Ele tem o perfil de uma pessoa competentíssima, competentíssima, e um brasileiro que gosta do Brasil", destacou o presidente.

A declaração de Lula foi dada em uma entrevista ao programa Hora H, da Rádio MaisPB, de João Pessoa, para a Rede Mais Rádios da Paraíba, antes da participação de dois eventos no estado: a inauguração do Lote 2 da Vertente Litorânea Paraibana (Canal Acauã – Araçagi) e do anúncio investimentos federais em habitação e educação.

“Ele (presidente do Banco Central) tem que pensar na indústria, ele tem que pensar no comércio, ele não pode pensar só nos interesses do mercado”

“Meus adversários dizem que eu não sei governar, que eu tenho é sorte. Então eu quero continuar tendo sorte para que o Banco Central seja um banco que ajude esse país a se desenvolver, a crescer, a gerar empregos e a distribuir riqueza nesse país”, afirmou o presidente Lula

Responsável pela política monetária e o controle da inflação, mantendo a estabilidade da moeda nacional, Lula garantiu autonomia ao trabalho do novo dirigente do Banco Central.

 "Ele vai trabalhar com a autonomia que trabalhou o Meirelles e com a autonomia que eu dou para as pessoas, até porque agora ele vai ter mandato", comentou o presidente ao citar Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central entre 2003 e 2010, nos dois mandatos anteriores de Lula.

“Se tiver que baixar juro, baixa, se tiver que aumentar, aumenta, mas tem que ter uma explicação. Porque o papel do Banco Central não é só medir juros não, ele tem que ter meta de crescimento também. Se a gente não tiver combinado uma meta de crescimento com uma meta de inflação, e com a meta de crescimento da população do ponto de vista da melhoria de vida, esse país continua estagnado”, afirmou o presidente.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)