31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil reflexão sobre dados do Novo Caged e indicação de novo chefe do BC

Veja os números

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Mercados em alta

(Brasília-DF, 29/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para analises sobre dados do Caged e a esperada e confirmada indicação de Gabriel Galípolo no Banco Central.

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Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,3%), após Nvidia divulgar seu balanço do segundo trimestre. As ações da companhia caem cerca de 3% na pré-abertura do mercado, após surpresa de magnitude menor que nos trimestres anteriores. No campo macroeconômico, o mercado espera que amanhã seja divulgada a inflação medida pelo deflator do índice de consumo pessoal (PCE).

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,7%), seguindo uma melhora no sentimento da região. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,3%; HSI: 0,5%), ante sinais mistos sobre o estado da economia chinesa.

Economia

Nos Estados Unidos, o diretor do banco central (Fed) de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que, com a inflação em queda e a taxa de desemprego acima do que ele antecipava, pode ser “hora de agir”, referindo-se a cortes nas taxas de juros americanas, mas que ele deseja ter certeza antes de tomar essa decisão. Na agenda internacional, destaca-se a segunda estimativa do PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos e a entrevista da candidata à presidência Kamala Harris à CNN. Esta é a primeira entrevista desde que Kamala Harris se tornou candidata democrata no final de julho.

IBOVESPA +0,42% | 137.344 Pontos.   CÂMBIO +0,98% | 5,56/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,4% ontem, aos 137.344 pontos, perto da máxima do dia, impulsionado pela indicação de Gabriel Galípolo à presidência do Banco Central, e por papéis de grande peso como Petrobras (PETR3, +2,3%; PETR4, +1,4%) e Itaú (ITUB4, +2,2%).

O principal destaque positivo na Bolsa brasileira foi Cemig (CMIG4, +2,3%), após o avanço dos juros futuros levarem os investidores a preferirem ações mais defensivas. Já o principal destaque negativo foi São Martinho (SMTO3, -4,1%), após a empresa informar que aproximadamente 20 mil hectares de cana-de-açúcar da sua produção foram atingidos pelos incêndios generalizados no interior de São Paulo.

Para o pregão de quinta-feira, teremos a publicação do IGP-M de agosto e o PIB do segundo trimestre nos EUA. O foco na semana segue no PCE de julho, nos EUA, divulgado na sexta-feira, enquanto no Brasil, o foco é na conferência da Expert, na sexta-feira e no sábado.

Renda Fixa

As taxas da curva de juros encerraram a sessão de quarta-feira com abertura por toda extensão da curva. No Brasil, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reiterou que o IPCA-15 de agosto apresentou desaceleração do indicador, mas que ainda não tranquilizou as autoridades de política monetária, fala essa vista pelos investidores como restritiva. O diretor do BC, Gabriel Galípolo, foi indicado para suceder Roberto Campos na presidência do BC, enquanto a nomeação de outros diretores foi adiada. Com isso, o mercado elevou a precificação de risco nos ativos locais, temendo possíveis interferências do governo na autarquia. Nos EUA, houve apreciação do dólar frente a moedas desenvolvidas e emergentes, como o real (R$ 5,55/US$), motivada por um aumento da cautela do mercado com os resultados de Nvidia. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,83% (0,0bps) e as de 10 anos em 3,84% (+1,0bps). DI jan/25 fechou em 10,935% (alta de 5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,715% (alta de 16bps); DI jan/27 em 11,645% (alta de 16,5bps); DI jan/29 em 11,735% (alta de 15,5bps).

No Brasil, o economista – e atual Diretor de Política Monetária do Banco Central – Gabriel Galípolo foi oficialmente indicado pelo presidente Lula assumir a presidência da autarquia a partir do ano que vem. A indicação já era esperada pelo mercado. Na seara política, o Ministério do Planejamento apresentou ontem o processo de revisão de gastos que está sendo implementado, detalhando o corte de R$ 25,9 bilhões nos gastos obrigatórios no Orçamento de 2025. O corte será um pente-fino em programas sociais e previdenciários, sem alterações estruturais em despesas obrigatórias. Ademais, ontem foi publicado o relatório Caged, que mostrou criação líquida de 188 mil vagas em julho. Os dados divulgados reforçam nossa visão de mercado de trabalho apertado, o que deve sustentar o consumo e, ao mesmo tempo, manter a inflação de serviços pressionada no curto prazo.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real.)