DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil veremos a divulgação dos dados do Caged do último período
Veja os números
(Brasília-DF, 28/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning CAll” da XP investimentos apontando que os mercados estão em alta e no Brasil a divulgação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego.
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Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%), com pressões no setor de tecnologia. Hoje, a Nvidia divulga seu balanço do segundo trimestre. No campo macro, o mercado espera a divulgação da inflação medida pelo deflator do índice de consumo pessoal (PCE) nessa semana.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,5%), impulsionada pelos setores de seguros, químicos e mineração. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,6%; HSI: -1,0%), e o índice da China continental atingiu mínima em 7 meses.
Nos EUA, houve manutenção da cautela por parte dos investidores. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,83% (-8,0bps) e as de 10 anos em 3,83% (+1,0bps). DI jan/25 fechou em 10,88% (alta de 4,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,58% (alta de 15,5bps); DI jan/27 em 11,525% (alta de 13,5bps); DI jan/29 em 11,615% (alta de 10,5bps).
Para o pregão desta quarta-feira, teremos o encontro do Eurogroup. O foco na semana segue no PCE de julho, nos EUA, divulgado na sexta-feira, enquanto no Brasil o foco é na conferência da Expert, na sexta-feira e no sábado.
IBOVESPA -0,08% | 136.775 Pontos. CÂMBIO + 0,19% | 5,50/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em leve queda de 0,1% ontem, aos 136.776 pontos, repercutindo um movimento de abertura nos juros futuros e realização de lucros.
Entre os principais destaques positivos da sessão está Vale (VALE3, +3,0%), impulsionada pelo anúncio de novo CEO (veja aqui a nossa análise) e aumento no preço do minério de ferro. Já na ponta negativa, temos São Martinho (SMTO3, -3,5%), após a companhia anunciar que em torno de 20 mil hectares de cana-de açúcar da sua produção foram impactados pelos incêndios no interior de São Paulo (veja aqui o nosso comentário sobre as queimadas em São Paulo).
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de terça-feira com abertura por toda extensão da curva. Domesticamente, apesar da aceleração de 0,19% do IPCA-15 de agosto ter vindo em linha com as expectativas do mercado, a precificação de risco nos ativos locais aumentou.
Economia
O IPCA-15 (prévia da inflação mensal) subiu 0,19% em agosto contra julho, exatamente em linha com a nossa expectativa. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses cedeu de 4,45% para 4,35%. No entanto, os resultados desagregados não trouxeram alívio. A medida de núcleo da inflação avançou 0,28% em agosto, enquanto sua média móvel de três meses anualizada e dessazonalizada (tendência de curto prazo) permaneceu em 4,2%, consideravelmente acima da meta de 3%. Mercado de trabalho apertado, demanda doméstica sólida e expectativas de inflação desancoradas devem manter os preços de serviços pressionados nos próximos trimestres. Continuamos a projetar alta de 4,4% para o IPCA de 2024. Acreditamos que o Copom iniciará um ciclo de aperto monetário moderado, levando a taxa Selic para 12,00% até janeiro de 2025.
Na agenda econômica desta quarta-feira, destaque para a divulgação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. Estimamos geração líquida de 210 mil ocupações em julho, uma aceleração frente aos dois meses anteriores. O mercado de trabalho formal continua aquecido, com forte desempenho da população ocupada e dos salários reais. Os dados do Caged e da Pnad Contínua – IBGE divulgará na sexta-feira – serão importantes para a definição dos próximos passos do Copom.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)