DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem sinais claros e no Brasil expectativa da divulgação do IPCA-15 de agosto
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(Brasília-DF, 27/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem clareza com destaque para divulgação do IPCA-15 de agosto já com uma expectativa de 0,17%.
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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção definida (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), com pressões no setor de tecnologia. Hoje, são divulgados dados de atividade econômica. Nesta semana, o mercado espera a divulgação do PCE nos EUA, e a temporada de resultados se encerra com a divulgação do balanço de Nvidia na quarta-feira.
Na Europa, as bolsas operam mistas, e o índice pan-europeu apresenta estabilidade (Stoxx 600: 0,0%). Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,6%; HSI: 0,4%), com alta em Hong Kong impulsionada pelo setor de óleo e gás. O lucro do setor industrial na China acelerou no ano.
Economia
Os mercados globais negociam com baixa volatilidade, num dia sem notícias econômicas ou indicadores macro relevantes.
IBOVESPA +0,94% | 136.889 Pontos. CÂMBIO +0,22% | 5,49/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,9% ontem, aos 136.889 pontos. O índice chegou a superar momentaneamente a marca de 137.000 pontos ao longo do dia, impulsionado pelas petroleiras, após alta do preço do Brent de 2,9% devido a maiores tensões geopolíticas no Oriente Médio, e com um dos governos rivais da Líbia anunciando uma suspensão de produção dado uma disputa política.
O principal destaque positivo na Bolsa brasileira foi a Petrobras (PETR3, +9,0%; PETR4, +7,3%), que além de ser beneficiada pelo alta do preço da commodity, foi impulsionada pela elevação da recomendação de neutro para compra por um banco de investimentos. Já a Rumo (RAIL3, -2,9%) foi o destaque negativo, após atualizar suas projeções de investimentos para o projeto da Ferrovia do Mato Grosso (FMT).
O foco na semana segue na divulgação da inflação medida pelo deflator do índice de consumo pessoal (PCE), nos EUA, divulgada na sexta-feira, enquanto no Brasil, o foco é na conferência da Expert, na sexta-feira e no sábado.
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento por toda extensão da curva. No Brasil, apesar do aumento da mediana das expectativas para a inflação de 2025 de 3,91% (19/08) para 3,93% terem gerado pressão de alta, o câmbio estável em R$ 5,50/US$ e o discurso de Gabriel Galípolo, reiterando a dependência de dados para a tomada de decisões do Banco Central, levaram os investidores a reduzirem o prêmio de risco nos ativos locais.
Nos EUA, houve leve aumento do sentimento de cautela do mercado, que aguarda a divulgação do balanço trimestral da Nvidia. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,91% (+1,0bps) e as de 10 anos em 3,82% (+1,0bps). DI jan/25 fechou em 10,825% (queda de 0,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,42% (queda de 6,5bps); DI jan/27 em 11,385% (queda de 8,5bps); DI jan/29 em 11,495% (queda de 6,5bps).
No Brasil, a inflação medida pelo IPCA-15 de agosto é o principal destaque do dia. O mercado espera inflação de 0,17% no mês, de acordo com a mediana da Bloomberg. As previsões variam de 0,08% a 0,30% MoM – nós projetamos 0,19% MoM. O Comitê de Política Monetária Brasileiro (Copom) vem reforçando que suas ações dependerão dos dados. E o IPCA-15 é um dos importantes entre estes indicadores. Nós acreditamos que o Copom acabará por elevar a taxa Selic em 0,25 p.p. em setembro, em resposta ao mercado de trabalho aquecido e ao au
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)