DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem grandes indicadores atenção para Senado que pode votar reoneração
Veja os números
(Brasília-DF, 20/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil sem divulgação de indicadores atenção para Senado pode votar a proposta sobre compensação da desoneração da folha de pagamentos, que beneficia 17 setores econômicos e pequenos municípios.
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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%), no rali de alta mais longo do ano. A semana será marcada por dados de atividade econômica, pela divulgação da ata da última reunião do conselho de política monetária do Fed, o FOMC, e por alguns resultados remanescentes da temporada de balanços. Hoje, Lowe’s e Palo Alto Networks divulgam resultados.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,1%), com incerteza sobre próximos passos da política monetária. Na China, as bolsas fecharam negativas (CSI 300: -0,7%; HSI: -0,3%), após manutenção das taxas de juros de 1 e 5 anos.
Nos EUA, uma pesquisa conduzida pelo Federal Reserve de Nova York apontou queda na parcela de pessoas que reportaram estarem empregadas, o que reforça o cenário de desaquecimento da economia americana. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,06% (0,0bps) e as de 10 anos em 3,86 % (-3,0bps). DI jan/25 fechou em 10,845% (alta de 0,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,58% (queda de 7,5bps); DI jan/27 em 11,415% (queda de 15bps); DI jan/29 em 11,385% (queda de 12,5bps).
IBOVESPA +1,36% | 135.778 Pontos. CÂMBIO -0,99% | 5,41/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 1,4% ontem, aos 135.778 pontos, repercutindo uma melhoria dos sentimentos em relação ao cenário macro global, com a consolidação das expectativas do início de corte de juros nos Estados Unidos em setembro. Com isso, há um movimento de aumento de exposição ao risco por parte dos investidores, o que favorece os mercados emergentes, como o Brasil.
O principal destaque positivo na Bolsa brasileira do dia foi Petz (PETZ3, +23,9%), continuando a tendência de alta após o anúncio de fusão com a Cobasi (veja aqui o nosso comentário). Por outro lado, entre os destaques negativos está Prio (PRIO3, -2,7%), após redução nos preços dos contratos futuros do petróleo.
Para o pregão desta terça-feira, teremos a divulgação da arrecadação federal de julho e dados de inflação ao consumidor na Zona do Euro. Para a temporada de resultados do 2T24 do Brasil, teremos os dados de PagBank. Já pela temporada internacional, teremos Lowe’s reportando seu balanço.
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de segunda-feira com movimentos mistos ao longo da curva. Domesticamente, o posicionamento restritivo de membros do Banco Central contribuiu com a abertura da parte curta da curva de juros, refletindo a elevação da taxa Selic esperada. Além disso, os comunicados combativos dos membros do BC à inflação foram bem-vistos pelo mercado, que reduziu a precificação do risco inflacionário nos vértices intermediários e longos da curva.
Economia
O Diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou ontem que o Copom estaria disposto a elevar a taxa Selic caso necessário. Em evento com empresários, o diretor disse que o cenário para a condução da política monetária está mais desconfortável, com projeções de inflação e juros mais elevados à frente. Dito isso, Galípolo reiterou que não houve qualquer orientação (guidance) para a próxima reunião do Comitê.
No exterior, o Banco Popular da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve suas taxas de juros de referência – Loan Prime Rate (LPR) de 1 ano e 5 anos – em 3,35% e 3,85%, respectivamente, após cortes inesperados realizados em julho. A atividade econômica da China vem mostrando sinais mistos, reforçando nossa visão de uma recuperação modesta e heterogênea ao longo de 2024.
Com a agenda de indicadores esvaziada, os agentes de mercado irão acompanhar discursos de autoridades políticas e diretores de bancos centrais. Nos EUA, Raphael Bostic (Fed de Atlanta) e Michael Barr (Diretoria do Fed) estarão sob os holofotes. No Brasil, atenções voltadas às falas do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Além disso, o Senado pode votar a proposta sobre compensação da desoneração da folha de pagamentos, que beneficia 17 setores econômicos e pequenos municípios.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)