31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil haverá divulgação de arrecadação tributária e futuro da votação sobre a reoneração da folha de pagamento

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 19/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem direção clara e no Brasil  teremos dados de arrecadação tributária e a discussão sobre a desoneração da folha, que deve ser votada esta semana no Senado.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção definida (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1%), em um dia sem grandes eventos planejados. A semana será marcada por dados de atividade econômica, pela divulgação da ata da última reunião do conselho de política monetária do Fed, o FOMC, e por alguns resultados remanescentes da temporada de balanços.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,3%), dando sequência ao movimento da semana passada. Na China, as bolsas fecharam positivas (CSI 300: 0,3%; HSI: 0,8%), com alta em Hong Kong impulsionada pelos temas de “novo consumo”, tecnologia e inteligência artificial, e pela notícia de que o governo está buscando ampliar o investimento privado no país.

Economia

Nos Estados Unidos, o indicador de sentimento do consumidor da Universidade de Michgan, publicado na última sexta-feira, ficou em 67,8, acima do mês de julho e das expectativas de mercado, reforçando a perspectiva de que a economia não está em recessão.

Na agenda do dia, destaque para a decisão de política monetária na China. Na semana, teremos a ata do FOMC (quarta-feira), a inflação na Zona do Euro (terça-feira) e os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), um indicador antecedente de atividade, no Japão, Europa e Estados Unidos.

IBOVESPA -0,15% | 133.953 Pontos.    CÂMBIO +0,16% | 5,47/USD

Ibovespa

O Ibovespa subiu 2,6% em reais e 3,3% em dólares na semana passada, fechando em 133.953 mil pontos, com o índice alcançando sua máxima histórica na quinta-feira.

O principal destaque positivo da semana foi IRB (IRBR3, +52,4%), após a divulgação dos resultados da companhia, que vieram acima do esperado, e elevação de recomendação por um banco de investimentos.

Já o destaque negativo foi Natura (NTCO3, -16,3%), após publicação de resultados e anúncio do pedido de recuperação judicial de sua subsidiária Avon International (leia o comentário dos nossos analistas aqui).

Acesse aqui o nosso relatório completo.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com abertura por toda extensão da curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 4,00 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para -25,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou novamente perda de inclinação. As taxas de juro real tiveram nova redução, com os rendimentos NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) se consolidando em patamares próximos a 6,10% a.a. DI jan/25 fechou em 10,84% (9,8bps no comparativo semanal); DI jan/26 em 11,64% (9,6bps); DI jan/27 em 11,54% (-1,4bps); DI jan/29 em 11,51% (-11,5bps); DI jan/34 em 11,38% (-19,9bps).

No Brasil, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), também publicado na sexta-feira, mostrou alta de 1,4% em junho em relação a maio e de 1,1% em relação ao trimestre anterior, indicando que o segundo trimestre teve um crescimento robusto.

Nesta segunda-feira, publicamos nossa revisão de cenário especial. Esperamos agora um crescimento do PIB de 2,7% este ano, na esteira do consumo mais forte e de uma recuperação dos investimentos. Além disso, revisamos nossa inflação deste ano de 4,1% para 4,4%. Com isso, esperamos que o Banco Central retome o ciclo de aperto monetário, elevando a taxa de juros a 12% a partir da próxima reunião (setembro).

No Brasil, teremos dados de arrecadação tributária e a discussão sobre a desoneração da folha, que deve ser votada esta semana no Senado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)