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  • Contato Brasil, 16 de setembro de 2021 21:18:27
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  • 30/07/2021 07h46

    TRANSNORDESTINA: Fernando Bezerra Coelho disse que Governo Federal não pode ser responsalizado por dificuldades de um ramal da ferrovia no Suape; Paulo Câmara pede apoio da bancada federal para Suape não ficar de fora

    Em agosto, haverá encontro do Governo de Pernambuco com Tarcísio Freitas, da Infraestrutura
    Foto: Arquivo da Política Real

    Fernando Bezerra Coelho

    ( Publicada originalmente às 09h 16 do dia 29/07/2021) 

    (Brasília-DF, 30/07/2021) A questão do futuro da ferrovia Transnordestina, especialmente em Pernambuco, está gerando polêmica.  O governo de Pernambuco

    O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), líder do Governo no Senado Federal,  afirmou nesta quinta-feira ,29, que o governo federal não pode ser responsabilizado pela inviabilidade da construção do ramal da ferrovia Transnordestina até o Porto de Suape. Ele negou ainda que a decisão tenha sido motivada por perseguição política. Segundo FBC, enquanto o Ceará ofereceu incentivos para atrair o escoamento da carga pelo Porto de Pecém, Suape não se mostrou atrativo.

    “O fato concreto é que quem constrói uma ferrovia precisa ter acesso ao porto para poder exportar as cargas. Havia duas opções: Pecém ou Suape. A pergunta tem que ser dirigida ao governo de Pernambuco. Por que não se viabilizou o escoamento das cargas a partir do Porto de Suape? O porto, lá no Ceará, foi viabilizado. Pecém teve um entendimento com a concessionária, que, com isso, propôs ao governo federal não fazer o ramal de Pernambuco e fazer o ramal de Pecém, porque obteve os benefícios, os incentivos e o apoio para que pudesse escoar com o menor custo a sua carga pelo Porto de Pecém”, explicou FBC, que é líder do governo no Senado.

    Ele defendeu o redesenho do projeto para a construção do ramal da Transnordestina, ligando a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto de Suape.

    “Agora nós temos que correr atrás do prejuízo. Não adianta querer transferir essa responsabilidade. É uma obra que não pode ficar pela metade, que tem que ser redesenhada, repensada, para que a gente possa chamar o governo federal para bancar a custo perdido, a custo zero, com recursos do Orçamento da União, uma parte dos investimentos necessários para complementar e atrair um novo operador que tenha acesso ao Porto de Suape”, disse o senador.

    “Portanto, não se pode culpar o governo federal. A pergunta é: o que Pernambuco não fez nesses últimos oito anos que o Ceará fez? E não adianta dizer que é perseguição política, porque lá o governo é do PT.”

    Versão do Palácio das Princesas

     Na terça-feira, 27, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, defendeu manutenção do ramal da Transnordestina para Suape. 

    Ele se reuniu por videoconferência com a expressiva maioria dos deputados federais pernambucanos, além dos senadores Humberto Costa(PT-PE) e Jarbas Vasconcelos(MDB-PE), para discutir os novos direcionamentos dados pelo governo federal ao projeto da Ferrovia Transnordestina.

    O encontro marcou o alinhamento da bancada federal de Pernambuco e do Governo do Estado em apoiar a permanência do ramal de ligação ao Porto de Suape. Após a apresentação técnica, feita pelo diretor de Planejamento e Gestão de Suape, Francisco Martins, o governador se comprometeu em dar continuidade e colocar em prática esse entendimento.

    “Foi uma reunião muito produtiva, onde apresentamos as questões locais que tornam inquestionável a permanência do nosso porto no projeto. O que não pode é Suape ficar de fora, considerando tudo o que representa no contexto da Transnordestina. É muito mais viável economicamente, e é fundamental para o desenvolvimento da região Nordeste”, pontuou Paulo Câmara.

    Com um encontro marcado para o próximo dia 16 com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, Paulo Câmara adiantou que outras reuniões estão previstas, para auxiliar no andamento do processo.

    “Temos uma reunião (com o ministro) programada para agosto, mas, por sugestão da bancada, teremos também encontros com outros representantes dos poderes, como o presidente da Câmara Federal e com o Tribunal de Contas da União. Vamos estabelecer as agendas necessárias. É o momento de cairmos em campo buscando essa definição”, finalizou o governador.

     

    ( da redação com informações de assessorias. Edição: Genésio Araújo Jr)